Sanepar é convocada para explicar qualidade da água em Ponta Grossa
Condema solicita esclarecimento da Companhia sobre a água entregue no município; populares relatam cheiro e gosto ruins

O Conselho Municipal do Meio Ambiente de Ponta Grossa (Condema) convocou a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) para explicar a qualidade da água distribuída na cidade. Nas últimas semanas, ponta-grossenses vêm reclamando do cheiro e do odor da água, além de aumentos abusivos nas cobranças dos serviços. Os esclarecimentos ocorrerão em 26 de fevereiro.
Conforme 'Edital de Convocação' publicado nesta sexta-feira (20), no Diário Oficial do Município (DOM), a 'Reunião Ordinária' tem como objetivo convocar a Sanepar para "esclarecimento sobre a questão das reclamações do odor e gosto na água distribuída em Ponta Grossa". O encontro ocorrerá a partir das 14h, na sede da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), localizada na avenida Visconde de Taunay, número 1855.
A convocação tem a assinatura do presidente do Condema, Robson Carlos Klimionte. Além dos esclarecimentos da 'Companhia', os membros do 'Conselho' também realizarão a posse da nova diretoria para o biênio 2026-2027, além de outras questões relacionadas aos trabalhos do grupo. O Condema faz parte da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) de Ponta Grossa.
PROBLEMAS RECORRENTES
Nos últimos dias, vários moradores de Ponta Grossa vêm relatando problemas com a água distribuída pela Sanepar. Entre os casos citados, o principal é a alteração no gosto e no odor da água. Em nota encaminhada ao Portal aRede, a 'Companhia' afirma que a floração de algas na 'Represa de Alagados' estaria ocasionando essa sensação diferente. Entretanto, a Sanepar afirma que a qualidade da água segue sem riscos à população.
Outro problema apresentado por populares é a cobrança abusiva na tarifa de água. Seguidores do Portal aRede relataram aumentos entre R$ 100 a R$ 300 - em alguns casos, o valor cobrado pelos serviços da Sanepar chegou a R$ 2.077,11. Também em comunicado enviado à equipe de Jornalismo, a 'Companhia' afirma que as cobranças irregulares, com comprovação de erro, serão ressarcidas.
PREFEITURA E CÂMARA TOMAM MEDIDAS
Diante do grande número de relatos com problemas relacionados à água, a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG) e a Câmara Municipal (CMPG) notificaram a Sanepar. O Poder Executivo solicitou explicação urgente sobre o que está ocorrendo na cidade - a 'Companhia' convidou a prefeita Elizabeth Silveira Schmidt (União) e a secretária de Meio Ambiente, Carla Kritski, para a unidade da empresa no 'Jardim Carvalho'.
Na ocasião, as lideranças questionaram em quanto tempo o problema seria resolvido. Segundo os gestores da Sanepar, desde janeiro a empresa vem aplicando carvão ativado na 'Represa de Alagados'. Com isso, minimizando os efeitos da floração das algas. Simone Alvarenga, superintendente da 'Companhia' na região Sudeste, afirma que com a volta das chuvas, o aumento da vazão do reservatório e a captação do 'Rio Pitangui', a situação desaparecerá gradativamente.
Por fim, o Poder Legislativo lembra que esse problema gera impactos concretos e prejuízos diretos à população. Em requerimento enviado à Sanepar, os vereadores cobram providências técnicas que já foram adotadas para o tratamento da água, além da determinação de um prazo para a completa normalização do abastecimento. Quem também acompanha o caso é o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon).
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Convocação Oficial e Prestação de Contas: o Conselho Municipal do Meio Ambiente (Condema) convocou formalmente a Sanepar para uma reunião ordinária no dia 26 de fevereiro, às 14h, na sede da Acipg. O objetivo central é exigir esclarecimentos técnicos sobre as constantes reclamações de odor e gosto residual na água distribuída em diversas regiões da cidade, além de tratar da posse da nova diretoria do conselho para o biênio 2026-2027;
- Causa Técnica e Segurança do Abastecimento: em resposta preliminar, a Sanepar atribuiu a alteração sensorial da água à floração de algas na Represa de Alagados. A companhia informou que está aplicando carvão ativado para mitigar os efeitos e que a normalização depende do aumento da vazão com as chuvas e do suporte do Rio Pitangui. Apesar do incômodo no paladar e olfato, a empresa assegura que a água permanece dentro dos padrões de potabilidade e não oferece riscos à saúde;
- Pressão Contra Tarifas Abusivas e Reembolsos: além da qualidade da água, a Sanepar enfrenta duras críticas por aumentos injustificados nas faturas, com relatos de contas que saltaram de valores médios para mais de R$ 2.000. O caso mobilizou a Prefeitura, a Câmara Municipal e o Procon, que notificaram a concessionária. Em nota, a Sanepar admitiu a possibilidade de erros e garantiu que haverá ressarcimento aos consumidores que comprovarem cobranças irregulares.





















