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Polícia identifica motorista que matou vigilante em acidente em Ponta Grossa

Vítima foi atingida e atropelada na BR-376, quando estava a caminho do trabalho

Guilherme Leonardo Mercer tinha 25 anos
Guilherme Leonardo Mercer tinha 25 anos -

Publicado por Rodolpho Bowens

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A Polícia Civil do Paraná (PC/PR), por meio do 'Setor de Crimes de Trânsito' da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa (13ª S.D.P.), concluiu o Inquérito Policial que apurou um grave acidente de trânsito ocorrido na madrugada de 12 de outubro de 2025, no km 482 da BR-376, em Ponta Grossa. O sinistro resultou na morte de um motociclista, Guilherme Leonardo Mercer, de 25 anos.

De acordo com as investigações, a vítima, que exercia a função de vigilante, deslocava-se em serviço quando teve sua motocicleta atingida na parte traseira por um automóvel. Com o impacto inicial, o motociclista foi arremessado ao solo e permaneceu caído sobre a pista de rolamento, em um trecho de pouca iluminação e intenso fluxo de veículos. Na sequência, um segundo automóvel colidiu com a vítima, contribuindo de forma decisiva para o desfecho fatal, diz a polícia.

As apurações indicaram que o primeiro veículo envolvido, um VW Virtus, de cor prata, evadiu-se do local imediatamente após a colisão inicial, sem prestar socorro. A partir de diligências investigativas, análise de imagens de câmeras de monitoramento e com o apoio da Polícia Civil de Carambeí, foi possível identificar, localizar e apreender o veículo, bem como identificar o condutor, de 40 anos.

A conduta do motorista foi considerada além da mera imprudência, uma vez que, ao abandonar a vítima caída em uma rodovia, após atingi-la, assumiu conscientemente o risco da ocorrência do resultado morte. Diante disso, o condutor foi indiciado, em tese, por homicídio qualificado, na modalidade de dolo eventual, mediante recurso que dificultou a defesa do ofendido, conforme previsto no Código Penal, cuja pena pode variar de 12 a 30 anos de reclusão.

VÍDEO
Delegado explica como foi a investigação do caso | Autor: Divulgação/PC-PR.

O segundo veículo envolvido, um Citroën C3, também teve seu condutor, de 35 anos, identificado durante as investigações. Foi constatado que o motorista não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e igualmente deixou o local do acidente sem acionar socorro ou comunicar as autoridades. Ele foi indiciado pelos crimes de omissão de socorro, evasão do local do acidente e direção de veículo automotor sem habilitação, previstos no Código de Trânsito Brasileiro, cujas penas, somadas, podem chegar a mais de dois anos de detenção.

Concluídas as diligências, o inquérito policial foi devidamente relatado e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Paraná (MP/PR) para as providências legais cabíveis.

O delegado Maurício Souza da Luz, responsável pelas investigações, destacou que a atuação da Polícia Civil reafirma o compromisso institucional com a responsabilização penal em crimes de trânsito que resultam em mortes.

“A fuga do local e a omissão de socorro agravam significativamente a conduta do motorista e demonstram total desprezo pela vida humana. Uma investigação técnica e responsável é essencial para garantir justiça às vítimas e seus familiares”, afirmou.

A Polícia Civil do Paraná reforça a importância da condução responsável, do respeito às normas de trânsito e da obrigação legal e moral de prestar socorro em situações de acidentes.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Inquérito concluído sobre acidente fatal: a Polícia Civil encerrou a investigação do acidente na BR-376, em outubro de 2025, que matou o motociclista Guilherme Mercer, atingido por dois carros enquanto trabalhava como vigilante.

- Primeiro motorista indiciado por homicídio: o condutor do VW Virtus fugiu sem prestar socorro e foi indiciado por homicídio qualificado por dolo eventual, já que assumiu o risco da morte ao abandonar a vítima na pista.

- Segundo envolvido sem CNH e também em fuga: o motorista do Citroën C3 não era habilitado, saiu do local e foi indiciado por omissão de socorro, evasão e direção sem habilitação; o caso foi encaminhado à Justiça e ao MP.

Com informações: Assessoria de Imprensa.

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