Secretária afirma que responsabilidade de fiscalização da Sanepar é da Agepar
Declaração foi feita durante oitiva em CPI que investiga o contrato entre a Sanepar e a Prefeitura de Ponta Grossa
Publicado: 27/02/2025, 21:35

A CPI da Sanepar ouviu nesta quinta-feira (27), a atual secretária de Meio Ambiente de Ponta Grossa, Carla Kritski. No depoimento da chefe da pasta, os vereadores abordaram sobre o plano de obras de captação da Sanepar, elaboração do novo Plano Municipal de Saneamento Básico e responsabilidade de fiscalização dos serviços da companhia.
Relatora da CPI, a vereadora Joce Canto (PP), questionou a secretária de Meio Ambiente a respeito do cronograma de obras de captação no rio Tibagi, que estariam atrasadas, e que permitiria que a Prefeitura pudesse notificar a Sanepar. “Além da obra no Tibagi, a Sanepar está descumprindo vários pontos da Lei de Saneamento”, argumentou Joce.
Em resposta a relatora, Carla Kritski afirmou que as obras de captação do Tibagi estão dentro do prazo, e que a fiscalização de execução dos serviços não é de responsabilidade do município. “A Sanepar está cumprindo com o que está em contrato, sendo assim, a Prefeitura não tem como notificar. Já a fiscalização da prestação de serviços, desde 2022 é de responsabilidade da Agepar”, afirma citando a Agência Reguladora do Paraná, a Agepar.
Seguindo a oitiva, Léo Farmacêutico (União), questionou se existe dentro da Secretária de Meio Ambiente estudos para a elaboração de um plano hídrico para a cidade. De acordo com Carla, essa é uma preocupação constante, já que hoje a captação de água depende somente do rio Pitangui. “Temos desenvolvido estudos para termos acessos a outras fontes, não queremos depender somente do rio Pitangui. Porque hoje se lá der problema, teremos uma crise”, ressalta.
Outro ponto levantado por Leandro Bianco (Republicanos), membro da CPI, é que a Sanepar não estaria cumprindo o cronograma de racionamento que foi firmado com a Prefeitura, e deixando várias regiões da cidade sem água por mais de 48 horas. “Eu recebi relatos de moradores que ficaram sem água por dois dias. Esse descumprimento das 48 horas sem abastecimento não prevê multa?”, questionou Bianco.
Na resposta, a secretária de Meio Ambiente foi enfática ao afirmar que, em casos assim, a responsabilidade de multar é da Agepar. No entanto, Kritski disse que não existiu nenhum tipo de denúncia de falta de água para a Prefeitura e que somente o relato de moradores não serve como prova. “Essa comprovação precisa ser feita através dos registros dos reservatórios de abastecimento da Sanepar, e isso é função da Agepar”, pontua.
Por fim, o Presidente da CPI Guilherme Mazer (PT), indagou Carla se ela, em algum momento, questionou a Sanepar sobre o motivo da falta de água na cidade e qual era a razão dos racionamentos. De acordo com a secretária, o principal motivo era a capacidade reduzida da Sanepar em repor a água tratada no sistema de abastecimento. “Hoje a Sanepar precisa manter entre 30% a 36% de ocupação dos seus reservatórios, abaixo disso, todo o sistema de distribuição entra em colapso. Esses cortes pontuais servem para não baixar esse nível e esperar o sistema repor essa água tratada na distribuição”, esclarece.
Com informações da Assessoria de imprensa