UEPG recebe cerca de R$ 14 milhões do Ministério de Estado da Ciência
O valor será investido no Complexo de Laboratórios Multiusuários (C-Labmu)
Publicado: 27/02/2025, 14:14
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A Ministra de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Barbosa de Oliveira Santos, confirmou ao reitor Miguel Sanches Neto a destinação cerca de R$ 14 milhões para a Universidade Estadual de Ponta Grossa. O recurso, com origem no Programa Pró-Infra da Finep, será investido no Complexo de Laboratórios Multiusuários (C-Labmu).
Durante a agenda, intermediada pelo deputado federal Aliel Machado, na tarde de ontem (26), em Brasília, a comitiva composta pelo reitor, pela prefeita Elizabeth Schimidt e pela presidente da Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa (ACIPG), Giorgia Bin Bochenek, foi recebida pela Ministra e por integrantes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A UEPG foi contemplada pela Chamada Recuperação Infra 2023.
A projeto aprovado, sob coordenação do pesquisador Evaldo Kubaski, prevê a atualização de 35 equipamentos do C-Labmu – muitos deles adquiridos há cerca de 10 anos. O professor Adriel Ferreira da Fonseca, do departamento de Ciências do Solo e Engenharia Agrícola, coordenador geral do C-Labmu, detalha que a instituição receberá R$ 13.883.548,15. Para ele, “a visita da Reitoria junto ao MCTI, no sentido de agilizar os recursos suplementares, é crucial para a UEPG”. Fonseca comemora: “o investimento, que já tem mérito científico e aval da Finep, possibilitará atualização dos principais equipamentos do C-Labmu e de todas as Centrais Multiusuárias.
A confirmação do recurso é o reconhecimento de um trabalho conjunto, avalia o reitor. “Uma instituição é forte quando o potencial intelectual de seus integrantes se soma a esforços políticos”, pondera. Nesse sentido, Miguel Sanches Neto agradece a mediação realizada por Aliel Machado e a disponibilidade da Ministra para a defesa do projeto.
O deputado Aliel Machado destaca o protagonismo da Universidade. “É uma grande alegria trabalhar pela valorização da nossa UEPG e pela ciência. Nosso objetivo é fortalecer a universidade pública”. O parlamentar enfatiza o papel fundamental da instituição não apenas para os alunos, mas também a pesquisa e extensão. “No caso da pesquisa, a sociedade como um todo é beneficiada. Por isso, a gente sempre defendeu a valorização dos recursos da ciência e sabemos que a UEPG conta com pesquisadores que são referência nas suas áreas”, detalha.
Uma infraestrutura ainda mais ampla e atualizada
Osvaldo Cintho, pesquisador que acompanhou a submissão da proposta, em 2024, quando era coordenador do C-Labmu, detalha que cerca de 99% do parque de máquinas do C-Labmu será atualizado e disponibilizado para a comunidade científica. Será uma estrutura renovada, sempre com uma finalidade coletiva e compartilhada”.
“Este projeto é muito importante pra nós, pois temos uma infraestrutura de pesquisa bastante robusta, com equipamentos de manutenção muito complexa”, destaca o vice-reitor da UEPG, professor Ivo Mottin Demiate. “É uma conquista que para nós garante o funcionamento das tecnologias que ajudam de sobremaneira as nossas produções científicas em várias áreas”.
A característica coletiva é traduzida também em números. Nos últimos três anos, o C-Labmu recebeu 86 unidades: 21 internas (como laboratórios e projetos), 15 Instituições de Ciência e Tecnologia externas e 50 empresas. Individualmente, realizam suas pesquisas no Complexo 460 professores; 872 mestrandos; 438 doutorandos; e 571 bolsistas de iniciação científica e tecnológica. O atendimento às ICTs externas acontece a partir de prestação de serviços a empresas de bases tecnológicas e projetos de pesquisa em parcerias estaduais e nacionais. “Em agosto de 2024, elaboramos um relatório com a lista dos equipamentos que precisavam ser atualizados, com os orçamentos e todos os dados de uso necessários. Foi um esforço conjunto de uma equipe multidisciplinar, já que as máquinas atendem a várias áreas de conhecimento”, destaca o professor Evaldo Kubaski.
Para o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, professor Renê Hellman, um investimento deste montante consolida a filosofia multiusuária dos laboratórios da Universidade. “É essencial para a melhoria da infraestrutura de pesquisa na UEPG, possibilitando uma melhor formação para os nossos alunos de pós-graduação, além de permitir maiores condições para a internacionalização dos nossos programas e pesquisas, o aumento da capacidade de prestação de serviços, e, em geral, o avanço do desenvolvimento científico e tecnológico, em nível regional e nacional”. Junto com Kubaski e Cintho, colaboraram com o projeto a Diretora de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), Bárbara Fiorin; o presidente da Fauepg, Sinvaldo Baglie; e a comissão formada pelos professores Luís Antonio Pinheiro, Marcelo Ricardo Vicari, Alessandro Dourado Loguercio, Alessandra Reis Silva Loguercio, Eduardo Fávero Caires, Ricardo Antônio Ayub, Francisco Carlos Serbena e Sandra Regina Masetto Antunes.
Investimento para um complexo gigante
O C-labmu é um Complexo que permite a participação de pesquisadores de áreas distintas, em prédios que ficam distribuídos em áreas estratégicas do Campus. Além do Labmu, localizado ao lado da Prefeitura do Campus, ainda há o Centro Tecnológico de Pesquisa em Ciências Humanas (Cetep); o Centro Multiusuário de Pesquisas Avançadas para Tecnologias do Agronegócio (CT-Agro); o Laboratório de Integração Tecnológica em Ciências Humanas e Sociais (Litec); e os Laboratórios Multiusuários do Setor de Ciências Biológicas e da Saúde. “Tivemos o cuidado de entrar em contato com os coordenadores de cada local, para que esta atualização contemple todos os espaços, então fizemos um levantamento que foi bem-sucedido com esta devolutiva da Finep”, acrescenta o professor Osvaldo.
Além da atualização dos equipamentos já existentes, o edital ainda prevê a substituição de dois novos: o Espectrômetro UV-VIS; e o Tribômetro Rotativo de Alta Temperatura 1000ºC, ambos com os acessórios. “Havia equipamentos que estavam parados por falta de manutenção que serão contemplados, outros serão melhorados, com atualização de softwares, mais recursos e outros acessórios, então será um ganho para a qualidade de pesquisas já existentes e a possibilidade de novos trabalhos”, aponta Evaldo. Ele acrescenta que a atualização ainda trará rapidez a processos de análises. “Todo o processo será muito mais ágil e fácil com esta conquista”, finaliza.
Com informações da Universidade Estadual de Ponta Grossa