Cerca de 200 bolsonaristas de PG estiveram em Brasília no domingo | aRede
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Cerca de 200 bolsonaristas de PG estiveram em Brasília no domingo

Ponta-grossenses que tenham participado de atos terroristas na capital federal podem ser condenados a até 12 anos de prisão

Grupo saiu de Ponta Grossa na noite de sexta-feira (6)
Grupo saiu de Ponta Grossa na noite de sexta-feira (6) -

Da Redação

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De acordo com informações obtidas pelo portal aRede, cerca de 200 ponta-grossenses saíram em caravana para participar dos atos antidemocráticos realizados em Brasília neste domingo (8). A ‘excursão’ dos manifestantes bolsonaristas insatisfeitos com o resultado nas eleições gerais de 2022, que contou com cinco ônibus, foi organizada em grupos de Whatsapp e divulgadas no perfil @patriotas.pg no Instagram.

Ainda não há confirmações sobre prisões entre os moradores de Ponta Grossa que foram até a capital federal, mas a participação dos ponta-grossenses foi mostrada por ‘stories’ publicados na página, que na sequência foram apagados, e também em vídeos que circularam nas mais diversas redes sociais e também no portal aRede.

Mesmo com a participação no evento divulgada pela página, o perfil @patriotas.pg, que conta com pouco mais de 2 mil seguidores, se manifestou em nota na noite de domingo condenando “qualquer tipo de ato que saia da ordem, como os acontecidos hoje em Brasília”. Por outro lado, o perfil, respondendo a perguntas de seguidores, disse que “devem ter” infiltrados na ação terrorista deflagrada nos prédios dos Três Poderes.

O portal aRede entrou em contato com o Expresso Princesa dos Campos, empresa contratada pelos bolsonaristas que foram para Brasília neste fim de semana, que em nota à imprensa destacou que “repudia qualquer ato de violência ou de natureza antidemocrática”, destaca. A empresa ponta-grossense não está entre as empresas citadas na decisão do ministro Alexandre de Moraes que tiveram ônibus apreendidos em Brasília.

“Salientamos que possuímos o serviço de fretamento de ônibus, um dos braços de negócios da empresa, e que tivemos apenas um fretamento realizado da cidade de Ponta Grossa (PR) para o destino Brasília (DF), veículo este que já está programado para retorno. A empresa encontra-se à disposição dos órgãos competentes para mais esclarecimentos, caso se façam necessários”, completa a nota da Princesa dos Campos.

Grupo saiu de Ponta Grossa na noite de sexta-feira (6)
Grupo saiu de Ponta Grossa na noite de sexta-feira (6) |  Foto: Reprodução Redes Sociais
 

CRIME

Os ponta-grossenses que tenham participado das invasões e depredações em Brasília podem ser enquadrados pela Justiça pelo crime previsto no artigo 359-M do Código Penal: o de tentar depor governo legitimamente constituído. A pena é de 4 a 12 anos de prisão; o artigo foi incluído na legislação penal por uma lei aprovada pelo Congresso em 2021. O então presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou trechos da proposta, mas não tocou no dispositivo que agora está sendo usado contra seus apoiadores.

E-MAIL

Além das mais de 400 pessoas presas em flagrante desde o início da ação criminosa, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou nesta segunda-feira (9) que além das investigações em andamento a pasta criou o e-mail denuncia@mj.gov.br para receber informações sobre os atentados terroristas ocorridos nos prédios dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 

Com informações da Agência Brasil e CNN Brasil

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