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Novo polo empresarial de PG terá aportes de R$ 120 mi

Seis empresas irão se instalar no terreno que inicialmente foi projetado para ser o ‘polo de confecções’. Local terá fábricas de biscoitos, cachaças, fertilizantes, maltaria, entre outras

Polo empresarial será ‘montado’ no local onde sediaria o ‘polo de confecções’, às margens da BR-376
Polo empresarial será ‘montado’ no local onde sediaria o ‘polo de confecções’, às margens da BR-376 -

Fernando Rogala

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Um novo polo empresarial será construído em Ponta Grossa. Montado em um local já com toda a infraestrutura, com pavimentação e iluminação pública, às margens da rodovia BR-376, o complexo abrigará seis empresas, onde serão investidos mais de R$ 120 milhões e haverá a geração imediata de 170 vagas de emprego. Trata-se do terreno do município ao lado da Cadeia Pública Hildebrando de Souza, ao lado do Viaduto do Santa Maria, no bairro Colônia Dona Luiza, que inicialmente foi estruturado para receber um polo de confecções, mas que acabou não se desenvolvendo.

Agora, o espaço receberá especialmente indústrias, cujo diferencial é fabricar produtos que hoje não são produzidos na cidade, diversificando ainda mais o polo industrial da cidade, que é o maior do interior do Estado e um dos mais diversificados. “No mês passado aconteceu a mudança de polo de confecções para um polo de economia mista, que é indústria e comércio, e com isso conseguimos encaixar essas seis empresas. São empresas de uma economia que não temos, o que produzem são diferentes do que já temos aqui. Por exemplo: vamos ter uma cachaçaria. Vão fazer cachaça artesanal e ‘Corote’. E não temos ninguém nesse ramo aqui”, frisa José Loureiro Neto, secretário municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional.

OUTRAS EMPRESAS

Entre outras empresas que se instalarão no local estão uma fábrica de fertilizantes (inoculantes), uma fábrica de pré-moldados, uma prestadora de serviço para fazer o acabamento de peças fundidas, e uma fábrica de biscoitos da argentina (Quantitas), que segundo o Coordenador de Desenvolvimento Industrial da Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Adilson Strack, “é um produto que não tem similar no Brasil”. Por fim, haverá uma maltaria, para abastecer as cervejarias artesanais instaladas na cidade. “Podem dizer: ‘mas estão construindo uma maltaria que vai ser a maior do Brasil. Por que fazer uma maltaria?’ Mas o fato é que ela vem solucionar um problema das cervejarias artesanais existentes em toda a região, porque eles têm dificuldade em comprar da grande maltaria. Então esses empresários de Ponta Grossa e região e de Curitiba montaram essa empresa para servir essas cervejarias artesanais”, esclareceu Strack.

MALTARIA

José Loureiro afirmou que a maltaria terá capacidade de produção de 100 toneladas por mês. “Então esses empresários se uniram para fazer o malte deles, com qualidade superior, e ainda conseguem um diferencial de preço, além de outros diferenciais, porque eles vão construir um laboratório dentro da indústria”, disse. “Eles vão desenvolver tecnologias também. então, com isso, o custo de produção deles vai reduzir, provavelmente o lucro deles vai ser maior e a economia vai girar ainda mais na cidade”, completou Adilson Strack

Obras devem iniciar em 2023

Outro diferencial é que a Secretaria, nas negociações com os empresários interessados em investir no local, propôs que as empresas utilizassem mão de obra do Presídio Estadual, para contribuir com o aspecto social, sugestão que foi aceita. Agora, os projetos estão sendo analisados individualmente pela comissão para as confecções dos projetos de lei, para que os projetos sejam votados pela Câmara. A intenção é que a votação ocorra ainda neste ano. A partir do momento que sejam aprovados e sejam sancionados, conforme a lei do Prodesi, as empresas terão seis meses para iniciar as obras e dois anos para concluí-las. Com as devidas aprovações, essas seis empresas irão preencher todo o espaço existente no polo, fechando um pacote de investimentos completo no local.

HISTÓRICO

IDEALIZAÇÃO

O projeto de desenvolvimento de um polo de confecções na cidade data desde 2005, quando um cadastramento de empresas começou a ser feito. Reuniões foram feitas até que em 2011 foi implantado o Programa de Desenvolvimento das Indústrias de Confecção Têxteis (Prodict).

AVANÇOS

Com o programa, houve o início do desenvolvimento do Parque de Confecções, em um terreno de 57 mil m2 às margens da BR-376, ao lado do viaduto do Santa Maria. O último passo foi dado em 2017, quando sete projetos de lei para a doação de áreas a sete empresas do setor foram assinados. 

DESFECHO

Contudo, mesmo com as empresas em posse do terreno, as obras não avançaram, explica José Loureiro. “Foi feita toda a infraestrutura, todas as doações, mas as empresas não foram para lá. Pela falta da união da associação das empresas de confecções, o polo não deu certo”, esclareceu o secretário.

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