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Registros de violência contra a mulher caem em PG

Ponta Grossa

09 de abril de 2020 11:20

Da Redação


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Juíza gravou um vídeo em que relata preocupação com a queda nas ocorrências e reforça que, mesmo com medidas de isolamento, as denúncias devem ser feitas

A juíza Alessandra Pimentel Munhoz do Amaral, titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Vara de Crimes contra Crianças, Adolescentes e Idosos de Ponta Grossa, gravou um vídeo em que, mais uma vez, ressalta que o trabalho de enfrentamento da violência contra a mulher continua sendo realizado, e que apesar das dificuldades do momento, as vítimas não podem deixar de procurar ajuda.

No pronunciamento, Alessandra relata que em Ponta Grossa houve uma diminuição na quantidade de ocorrências registradas, principalmente no número de medidas protetivas de urgência. “No mês de fevereiro nós tivemos, a título de exemplo, 130 requerimentos de medidas protetivas de urgência aqui em Ponta Grossa, isso corresponde a uma média de 32 medidas protetivas requeridas em casa semana. A partir do momento em que se iniciou o período de isolamento social, nós tivemos uma média de 20 pedidas de medidas protetivas de urgência”, explica.

O número de prisões em flagrante também diminuiu. “No mês fevereiro nós tivemos 45 prisões em flagrante, o que corresponde a uma média de 11 prisões por semana. A partir do momento em que teve início o isolamento social, houve uma diminuição para cerca de oito prisões em flagrante por semana relacionadas a violência contra mulher”, relata.

De acordo com a juíza, a queda na quantidade de casos não reflete uma diminuição na violência, e alerta que a mudança pode estar diretamente ligada com o fato de que as vítimas se veem obrigadas a passar mais tempo com os seus companheiros, além da dificuldade que as mulheres encontram na procura pelo serviço de proteção. “Nós trazemos aqui também a consideração da importância que as mulheres denunciem seus agressores e procurem pelos serviços de atendimento que estão disponíveis no município. Essas mulheres não estão sozinhas, há toda uma rede de enfrentamento à violência atuante no município de Ponta Grossa”, explica.

Ela ressalta que o juizado continua atendendo, de forma remota, aplicando as medidas cabíveis e legais destinadas a proteção das mulheres vítimas de violência doméstica. “O poder judiciário está prestando seu serviço de forma remota, porém continua trabalhando e continua prestando o seu atendimento que quando necessário é feito por meio de telefone ou manda e-mail”, finaliza.

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