Voluntários da UEPG criam novo modelo de protetor facial

Ponta Grossa

07 de abril de 2020 20:00

Da Redação


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A nova proposta de suporte para a viseira permitirá aumento na produção nos próximos dias. Foto: Divulgação
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A nova proposta de suporte para a viseira permitirá aumento na produção nos próximos dias.

Os coordenadores do projeto “Protetor Facial” da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) desenvolveram um novo modelo com aproveitamento da estrutura de capacetes de segurança. A nova proposta de suporte para a viseira permitirá aumentar a produção nos próximos dias. A iniciativa, que destina protetores faciais para profissionais da saúde e atividades essenciais, faz parte da campanha “UEPG contra o Coronavírus”.

“Nós pretendemos utilizar a carneira de capacete de segurança, que possui baixo custo e é encontrada em larga escala no mercado”, explica Maurício Zadra Pacheco, professor da UEPG e um dos coordenadores do projeto. O objetivo é otimizar o projeto e garantir uma peça de qualidade, com redução do tempo de produção. “Tem sido realmente um trabalho em equipe, com contribuições vindas de diversas pessoas. O último modelo foi desenvolvido por mim, pelo professor Amauri do Nascimento, dois alunos de mestrado e mais dois alunos de doutorado”, conta o docente da UEPG Benjamim de Melo Carvalho, também coordenador do projeto.

Desde o início da ação, a equipe de Ponta Grossa já produziu 250 protetores faciais. “Essa semana pretendemos produzir mais 500 para a distribuição aos profissionais que trabalham expostos ao coronavírus. A nossa meta é entregar 1.500 unidades de EPI, ao todo”, conta o professor Pacheco.


Produção dos Protetores Faciais

Neste final de semana, um grupo de voluntários, coordenado pelo professor Pacheco, intensificou a montagem dos protetores faciais que serão doados aos profissionais de saúde e agentes de segurança do município. A equipe, que está trabalhando no espaço cedido pela Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, produziu 100 unidades do equipamento de proteção individual.

O voluntário Samuel Mello conta a experiência de fazer parte do projeto. “Eu coordeno um grupo de jovens na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e nós ficamos muito felizes com o convite para participar da montagem dos protetores faciais. O pároco de imediato cedeu o salão para termos espaço para a atividade, evitando assim aglomeração. É gratificante poder ajudar os profissionais da saúde, assim como policiais, bombeiros, entre outros, que participam ativamente no combate à pandemia”.

Segundo o professor Pacheco, a participação dos voluntários é relevante em cada processo. “São muitas pessoas envolvidas tanto na produção, como no desenvolvimento dos modelos, além da montagem, sanitização e embalagem dos protetores, para atender às normas estabelecidas pela Anvisa”, conta.

O projeto, conforme Carvalho, envolve professores e alunos de mestrado e doutorado da UEPG, da UTFPR de Francisco Beltrão e de Ponta Grossa, empresas e profissionais que possuem impressoras 3D. “Acho importante destacar o trabalho coletivo que vem sendo realizado desde o início”.


Doações dos Equipamentos

A primeira remessa de protetores faciais produzida pelo grupo de voluntários foi destinada aos profissionais da saúde do Hospital Universitário (HU-UEPG). De acordo com o vice-reitor Everson Krum, a mobilização da comunidade, estudantes, professores e pesquisadores está gerando resultados positivos. “É uma ação voluntária de grande impacto para as equipes técnicas assistenciais do hospital e também para as equipes de higienização, que podem trabalhar com mais segurança e dedicação nesta missão de combate ao coronavírus”.

A UEPG também realizou a entrega dos equipamentos à Polícia Militar, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e Instituto de Identificação do Paraná. O grupo de voluntários está trabalhando para distribuir, nos próximos dias, os EPIs à Guarda Municipal.

O reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto, afirma que o projeto de produção de protetores faciais é uma importante ação desenvolvida por professores, alunos e comunidade. “Com a industrialização comunitária destes equipamentos, está sendo possível disponibilizá-los para todo o Paraná, para profissionais da saúde, segurança e outras profissões que trabalham no isolamento. Juntos vamos vencer esta doença”.

De acordo com o professor Carvalho, as próximas remessas serão entregues à Reitoria da UEPG, que ficará responsável pela distribuição dos equipamentos conforme os pedidos dos hospitais e das forças de segurança. O projeto recebe o apoio do Governo do Estado, por meio Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), e conta ainda com outras contribuições relevantes. “Os insumos para a produção dos protetores faciais também são assegurados devido à ajuda da UEPG, do Rotary e de doações realizadas”, finaliza.

Com informações da Assessoria de Imprensa.

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