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Crônicas dos Campos Gerais: ‘No fim da trilha’

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24 de fevereiro de 2021 11:40

Da Redação


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Sueli Fernandes é professora aposentada nascida em Ponta Grossa e filha da escritora, trovadora e artista plástica Amalia Max. Foto: Divulgação
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Texto de autoria de Sueli Maria Buss Fernandes, Professora aposentada de Ponta Grossa

Uma excursão levou-me, num dia gelado de agosto, a conhecer a Pequena Ucrânia dos Campos Gerais: Prudentópolis. O portal ucraniano já indica que seus habitantes são descendentes dessa etnia, cerca de 80% da população. Terra das cachoeiras gigantes. São mais de 100. O Salto de São Francisco tem a maior queda do sul do Brasil. A água despenca em queda livre por 196 metros, o equivalente a um prédio de 60 andares e, antes que toque o solo, converte-se em branca névoa.

O Salto de São João é denominado Monumento Natural, cercado por uma floresta de araucárias a servir-lhe de moldura. Dentro do parque os turistas seguem por uma trilha pavimentada, desfrutando o frescor da flora que cerca a trilha e dos pequenos animais silvestres que passeiam tranquilos. Para atingir o mirante mais próximo da cachoeira são 1400 metros de caminhada. O panorama tira o fôlego pela beleza e o preparo físico é importante.Trechos com escadarias cujos degraus largos exigem esforço. Outras cachoeiras também são foco dos visitantes amantes da natureza. O Salto Barão do Rio Branco, Salto São Sebastião, a Cachoeira Perehouski.

Um povo alegre, festeiro e que gosta de dançar. Promove festas juninas que duram dez dias. Formaram o Grupo Folclórico Vesselka que conserva as tradições do povo ucraniano. Naquela excursão participei da comemoração dos 60 anos do grupo. Uma noite ucraniana, com música, dança e pratos típicos: borsch, cutiá, pierogi... Os comensais ficam com o prato decorado usado no jantar, como lembrança do evento. “Capital da oração”, possui uma centena de igrejas. A Igreja de São Josafat com seu rito bizantino, quatro abóbodas em forma de cruz, é um exemplo da religiosidade que lhe conferiu esse título.

Prudentópolis produz um doce mel que é comercializado em todo o estado. Destaque para um produto típico e muito consumido, a “krakóvia”, um parente da linguiça que conhecemos. Feita com a carne nobre do porco e defumada, tem um sabor inigualável. A maior produção agrícola é o feijão preto. A produção é comemorada anualmente com uma feijoada. Não é qualquer feijoada. Para servir centenas de pessoas que comparecem à festa é usada uma panela de 12 toneladas, que só uma grua é capaz de movimentar. Posicionada, os bombeiros são convocados a higienizá-la para preparar a mais brasileira das iguarias.

Uma experiência inesquecível!  Conheça, encante-se com seus sabores e encha seus olhos de pura magia.

Texto produzido no âmbito do projeto Crônica dos Campos Gerais da Academia de Letras dos Campos Gerais.

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