EUA apreendem navio iraniano e transferem 22 tripulantes para o Paquistão | aRede
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EUA apreendem navio iraniano e transferem 22 tripulantes para o Paquistão

Ministério das Relações Exteriores paquistanês afirma que os membro da tripulação e a embarcação serão devolvidos ao Irã

Forças americanas patrulham as proximidades do navio cargueiro M/V Touska, de bandeira iraniana
Forças americanas patrulham as proximidades do navio cargueiro M/V Touska, de bandeira iraniana -

Publicado por Iolanda Lima

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A Marinha do Irã impediu a entrada de navios de guerra "americanos-sionistas" no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira, informou a TV estatal, enquanto a agência de notícias Fars afirmou que dois mísseis atingiram um navio de guerra americano perto de Jask, no Golfo de Omã, nesta segunda-feira (4), depois que ele ignorou avisos iranianos.

A agência de notícias Reuters não conseguiu verificar as informações de forma independente, e não houve resposta imediata dos Estados Unidos.

O Irã havia alertado as forças americanas nesta segunda-feira para não entrarem na via navegável estratégica, depois que o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos "guiariam" os navios presos no Golfo devido à guerra entre EUA e Israel contra o Irã.

Trump deu poucos detalhes sobre o plano para auxiliar os navios e suas tripulações que estão confinados na importante hidrovia e com poucos suprimentos de alimentos e outros itens, mais de dois meses após o início do conflito.

"Dissemos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis ​​restritas, para que possam prosseguir com suas atividades livremente e sem problemas", declarou Trump em uma publicação na rede Truth Social no domingo (3).

Em resposta, o comando unificado do Irã ordenou que navios mercantes e petroleiros se abstivessem de qualquer movimento que não fosse coordenado com as forças armadas iranianas.

"Temos afirmado repetidamente que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura de embarcações precisa ser coordenada com as forças armadas", disse Ali Abdollahi, chefe do comando unificado das forças armadas, em comunicado.

"Advertimos que quaisquer forças armadas estrangeiras, especialmente o agressivo Exército dos EUA, serão atacadas se tentarem se aproximar e entrar no Estreito de Ormuz."

Entenda a situação do Estreito de Ormuz

Desde o início da guerra, o Irã bloqueou praticamente toda a navegação de entrada e saída do Golfo, com exceção da sua própria, interrompendo cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás e fazendo com que os preços do petróleo disparassem 50% ou mais.

O CENTCOM (Comando Central dos EUA), que por sua vez está bloqueando os portos iranianos para pressionar Teerã, afirmou que apoiará a operação de resgate com 15 mil militares e mais de 100 aeronaves baseadas em terra e no mar, além de navios de guerra e drones.

"Nosso apoio a esta missão defensiva é essencial para a segurança regional e para a economia global, enquanto também mantemos o bloqueio naval", declarou o Almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, em comunicado. As informações são da CNN Brasil. 

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