Trump condena líderes europeus e ameaça Espanha em meio a tensão sobre ataques ao Irã | aRede
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Trump condena líderes europeus e ameaça Espanha em meio a tensão sobre ataques ao Irã

Declarações do presidente dos EUA ampliam atritos com países da Europa enquanto governos tentam evitar maior envolvimento em conflito no Oriente Médio

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve um encontro com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz  •
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve um encontro com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz • -

João Victor

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a gerar tensão diplomática com líderes europeus ao criticar publicamente aliados e ameaçar medidas econômicas contra a Espanha em meio ao debate sobre os ataques ao Irã. As declarações ocorreram durante encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz na Casa Branca, conforme informações da CNN Brasil.

Durante a reunião no Salão Oval, Trump criticou o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmando que o líder britânico não possui o perfil de liderança comparável ao de Winston Churchill. O presidente norte-americano também voltou a reclamar da decisão do Reino Unido de não autorizar o uso de bases militares nas Ilhas Chagos para ataques ofensivos contra o Irã.

Primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer
Primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer |  Foto: REUTERS/Phil Noble

Além das críticas ao governo britânico, Trump também direcionou ataques ao primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. O líder espanhol recusou o envolvimento do país em operações militares contra o Irã, posição que levou o presidente dos EUA a ameaçar impor um embargo comercial total contra a Espanha.

Premiê espanhol Pedro Sánchez
Premiê espanhol Pedro Sánchez |  Foto: REUTERS/Toby Melville

Ao lado de Trump durante o encontro, Merz manteve postura discreta e afirmou posteriormente que tratou das divergências em conversa privada, evitando ampliar o conflito de forma pública.

A situação evidencia o momento delicado nas relações entre Washington e aliados europeus, especialmente após o início dos bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Países como Alemanha, França e Reino Unido têm buscado manter equilíbrio entre o apoio aos aliados e a tentativa de evitar maior escalada do conflito.

Os três países — frequentemente chamados de E3 — divulgaram uma declaração conjunta na qual não apoiaram explicitamente os ataques, mas criticaram a resposta militar iraniana e defenderam a retomada das negociações diplomáticas.

Apesar da cautela, o risco de ampliação do conflito preocupa autoridades europeias. Na quarta-feira (4), sistemas de defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte interceptaram um míssil iraniano que se dirigia ao espaço aéreo da Turquia, no que é considerado o primeiro episódio desse tipo envolvendo um país membro da aliança.

Mesmo evitando participação direta na ofensiva, algumas nações europeias enviaram reforços militares para proteger bases e aliados na região. O Reino Unido, por exemplo, autorizou o uso de suas instalações para ações consideradas defensivas e enviou equipamentos e um navio de guerra para o Chipre após um ataque com drone a uma base britânica.

Já o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel ocorreram fora da estrutura do direito internacional, embora tenha responsabilizado o Irã pelo agravamento da crise.

Presidente da França, Emmanuel Macron, com óculos de sol enquanto participa do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça
Presidente da França, Emmanuel Macron, com óculos de sol enquanto participa do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça |  Foto: REUTERS/Denis Balibouse

Entre os líderes europeus, Sánchez tem sido um dos mais críticos à posição de Washington. Em pronunciamento televisionado, ele afirmou que a Espanha não participará de ações que considere contrárias aos valores e interesses do país, mesmo diante de possíveis represálias econômicas.

Segundo analistas citados pela reportagem, o receio de repetir erros históricos — como a participação ocidental na Guerra do Iraque — ainda influencia decisões políticas na Europa, especialmente diante da impopularidade de novos conflitos militares no Oriente Médio.

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RESUMO DA MATÉRIA:

- Donald Trump criticou líderes europeus e ameaçou impor embargo comercial à Espanha após recusa de apoio aos ataques contra o Irã.

- Países europeus tentam equilibrar apoio aos aliados com a tentativa de evitar maior envolvimento no conflito no Oriente Médio.

- A tensão ocorre em meio a ações militares e reforço de defesa na região, enquanto líderes pedem retomada de negociações diplomáticas.

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