Pablo Marçal terá que pagar R$ 100 mil a Guilherme Boulos após acusá-lo de usar cocaína | aRede
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Pablo Marçal terá que pagar R$ 100 mil a Guilherme Boulos após acusá-lo de usar cocaína

Influenciador é condenado por insinuar que o seu adversário na campanha pela prefeitura de São Paulo era usuário de drogas, e por divulgar laudo médico falso

Marçal deverá pagar R$ 100 mil para Guilherme Boulos
Marçal deverá pagar R$ 100 mil para Guilherme Boulos -

Lincoln Vargas

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A Justiça Estadual de São Paulo condenou o empresário e influenciador Pablo Marçal a pagar R$ 100 mil em danos morais ao ministro-chefe da Secretaria-Geral do Planalto, Guilherme Boulos. A condenação se dá por conta da divulgação de notícias falsas por parte de Marçal, onde ele insinuava que Boulos seria usuário de cocaína.

Segundo o juíz Danilo Fadel de Castro, a conduta de Marça ultrapassou os limites da crítica política ao produzir notícia falsa sobre seu adversário, o que configura violação à sua honra e imagem.

"A imunidade da crítica não autoriza a prática de crimes contra a honra, tampouco a fabricação e disseminação dolosa de fatos sabidamente inverídicos (fake news) com o intuito de aniquilar a reputação alheia. A liberdade de expressão não é salvo-conduto para a calúnia e a difamação", argumentou o magistrado.

Ainda segundo o juíz, Marçal deixou amplas provas de sua conduta ao longo da campanha eleitoral, utilizando de gestos, como toques no nariz e "aspiradas", além de alcunhas pejorativas, como "aspirador de pó" e "cheirador", mas sem apresentar nenhuma prova. Conforme a decisão do juíz, esse comportamento "já configura ilícito passível de reparação, pois imputa fato ofensivo à reputação e crime a quem sabe inocente".

AGRAVANTE

A situação se tornou ainda mais grave quando Marçal, próximo do primeiro turno, divulgou um laudo médico falso indicando o uso de cocaína por parte de Boulos. O documento em questão falava de outro Guilherme Boulos, e era assinado em nome de um médico que já havia falecido.

Segundo Fadel de Castro, "trata-se da fabricação fria e calculada de uma mentira documental para ludibriar o eleitorado e destruir a honra do adversário".

O valor pedido inicialmente por Boulos era de  R$ 1 milhão, mas o juíz definiu que  "o valor deve ser arbitrado de forma a sancionar severamente o ilícito sem desbordar para o confisco". Ele ainda considera que o valor de R$ 100 mil é significativo e suficiente para reprovar a conduta lesiva.

DERROTAS DE MARÇAL

Desde a disputa das eleições municipais em 2024, Pablo Marçal acumula derrotas na Justiça Eleitoral e em ações de danos morais em decorrência de sua conduta durante a campanha. Ao todo, são três condenações com pena de inelegibilidade.

A mais recente delas é de julho de 2025, por abuso de poder econômico, quando ofereceu R$ 5 mil a produtores de vídeo que publicassem cortes virais de seus discursos nas redes sociais.

Em novembro ele também foi condenado à pagar R$ 305 mil para a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que também concorria para a prefeitura de São Paulo. Na ocasião, Marçal responsabilizou Tabata pela morte do pai, vítima de alcoolismo. A 1ª Zona Eleitoral de São Paulo reconheceu que o discurso além de ofensivo à honra da parlamentar, também foi parte de sua estratégia de campanha.

Com informações do Congresso em Foco

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