Caso Orelha: perícia aponta que pedaço de madeira teria sido introduzido no corpo do animal
Ação teria ocorrido com o animal ainda em vida; caso é apurado pela Polícia Civil de SC
Publicado: 28/01/2026, 08:59

Laudos periciais indicam que o cão comunitário Orelha, morto após sofrer maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis (SC), foi submetido a violência extrema antes da morte. Segundo os exames, adolescentes investigados teriam introduzido um pedaço de madeira no corpo do animal ainda com vida, atingindo a região próxima à garganta, conforme relatou a ativista Luísa Mell após ter acesso aos laudos. As informações são do Portal Sonhei Falei.
O crime, que ganhou repercussão nacional, é investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina, que apura a participação de quatro adolescentes. As autoridades também analisam a possível ligação do grupo com outro episódio de maus-tratos envolvendo um segundo cão, hipótese que ainda não foi confirmada oficialmente.
Investigação
Na segunda-feira (26), a Polícia Civil realizou uma operação para cumprir três mandados de busca e apreensão, com apoio do Ministério Público de Santa Catarina. A ação faz parte das investigações sobre a autoria das agressões que resultaram na morte de Orelha, animal comunitário cuidado por moradores da região há cerca de dez anos.
As apurações começaram após denúncias de que um grupo de adolescentes teria agredido o cão. Orelha foi encontrado ferido e agonizando no dia 4 de janeiro, levado a uma clínica veterinária e, no dia seguinte, submetido à eutanásia — também chamada de morte assistida — em razão da gravidade dos ferimentos.
Segundo a Polícia Civil, exames também indicaram que o animal sofreu um golpe na cabeça com objeto contundente, sem ponta ou lâmina. O item utilizado na agressão não foi localizado até o momento.
Durante a investigação, surgiu ainda a suspeita de coação a testemunha. Conforme informou o delegado Ulisses Gabriel, a polícia apura a possível participação de um pai e de um policial civil, que teriam ameaçado uma pessoa envolvida no caso. Um dos mandados de busca teve como objetivo localizar uma suposta arma de fogo usada na intimidação, mas o objeto não foi encontrado.
Reação
A morte de Orelha provocou forte comoção nas redes sociais e mobilizou moradores, ONGs e entidades de proteção animal, que passaram a cobrar justiça e punição aos responsáveis.
O caso também ultrapassou as fronteiras do país. Conforme divulgado pela página Fatos Desconhecidos, a repercussão chegou aos Estados Unidos, onde internautas passaram a exigir medidas mais rigorosas contra os adolescentes envolvidos. Há relatos de que alguns dos suspeitos estariam em território norte-americano, o que levantou discussões sobre possíveis sanções migratórias às famílias, como a perda de vistos, enquanto as investigações seguem no Brasil.
LEIA ABAIXO O RESUMO DA MATÉRIA:
- Laudos indicam que o cão Orelha sofreu violência extrema, incluindo a introdução de um pedaço de madeira no corpo ainda com vida.
- Polícia Civil investiga quatro adolescentes e apura suspeita de coação a testemunha durante o inquérito.
- Caso gerou comoção nacional e internacional, com repercussão até nos Estados Unidos.




















