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Mulher faz denúncia contra lobisomem e polícia dá resposta inesperada

“Como não dispomos do lendário caçador de monstros Van Helsing, pouco poderíamos fazer além da averiguação”, consta na ocorrência

O filho, que é cego, confirmou a versão e afirmou que a figura os persegue há anos
O filho, que é cego, confirmou a versão e afirmou que a figura os persegue há anos -

Publicado Por Milena Batista

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Uma ocorrência registrada na madrugada dessa sexta-feira (23) em Sentinela do Sul, no Sul do Rio Grande do Sul, terminou de forma inusitada e abriu apuração interna na Brigada Militar.

A polícia foi acionada por uma moradora que relatou uma suposta tentativa de invasão à sua residência e pediu atendimento imediato.

A guarnição foi até o endereço indicado e realizou buscas no pátio e nas imediações da casa. Nenhum sinal de arrombamento foi encontrado, tampouco a presença de qualquer pessoa suspeita no local.

Durante o atendimento, os policiais solicitaram que a mulher e o filho descrevessem quem estaria tentando entrar no imóvel.

A resposta surpreendeu a equipe. Segundo a moradora, o responsável seria um “lobisomem”. O filho, que é cego, confirmou a versão e afirmou que a figura os persegue há anos.

Diante da ausência de indícios materiais de crime e da descrição apresentada, os agentes encerraram a ocorrência após orientar a família.

No boletim de atendimento, os policiais registraram que não havia qualquer indivíduo no local.

“Por se tratar de uma criatura folclórica, foi dito às partes solicitantes que, não havendo nenhum indivíduo no local, seja ele humano ou licantropo, a averiguação seria encerrada”, diz o registro.

A forma como o registro foi redigido, no entanto, chamou atenção da corporação. Que também conta com o seguinte trecho:

“Como não dispomos do lendário caçador de monstros Van Helsing, pouco poderíamos fazer além da averiguação”.

O Comando Regional de Polícia Militar do Centro-Sul informou que instaurou apuração para analisar o conteúdo do boletim, por considerar que foram utilizadas expressões incompatíveis com os valores e a conduta esperada de policiais militares.

Em nota, a Brigada Militar esclareceu que o chamado foi tratado como uma possível tentativa de invasão e que, após verificação no local, não foi constatada ameaça real.

O comando destacou que a análise interna busca esclarecer as circunstâncias do atendimento, identificar eventuais responsabilidades e avaliar a necessidade de medidas administrativas.

Informações: Metrópoles

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