Trufa de 213g é achada em fazenda do RS e vendida por R$ 10 mil o quilo | aRede
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Trufa de 213g é achada em fazenda do RS e vendida por R$ 10 mil o quilo

Peso é de 10 vezes a 20 vezes maior que a média e produto foi vendido ao restaurante Tuju de São Paulo

Uma trufa padrão pesa entre 10 g e 20 g
Uma trufa padrão pesa entre 10 g e 20 g -

Publicado por Iolanda Lima

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Em Encruzilhada do Sul, no interior gaúcho, foi descoberta uma nova marca para o agro brasileiro. Mas o feito não tem nada a ver com as cotações da soja ou a arroba do boi. A notícia mais valiosa da semana é sobre um produto que custa R$ 10 mil o quilo.

A Fazenda Pecanera Brasil encontrou em suas terras o que podemos chamar de “bilhete de loteria”: uma trufa gigante, da provável variedade Sapucay, com peso de impressionantes 213 gramas.

Para entender a dimensão do achado, basta olhar para a média de mercado. Uma trufa padrão pesa entre 10 g e 20 g. O que a equipe de Gabriela Zaffari, administradora da fazenda, encontrou, no entanto, é algo de 10 vezes a 20 vezes maior que a média.

Em termos de mercado, é como encontrar uma pepita de ouro no quintal de casa.

O achado não foi para uma prateleira de supermercado. O destino foi o premiado Tuju, restaurante duas estrelas Michelin em São Paulo. O preço de venda: R$ 10 mil o quilo.

O valor coloca a trufa brasileira em um patamar de precificação que compete com iguarias internacionais, fortalecendo a tese de que o agronegócio brasileiro tem potencial inexplorado no mercado de produtos gourmet de altíssimo valor agregado.

O mais interessante é que a Pecanera Brasil não é fazenda de uma “truficultura” originalmente. Seus 150 hectares e 20 mil árvores são focados na noz-pecã. No entanto, a fazenda foi abençoada por uma simbiose lucrativa.As trufas crescem associadas às raízes das nogueiras, dependendo de um manejo de solo favorável. “As trufas são presentes que a terra nos deu pelo bom manejo realizado todos esses anos”, afirma Gabriela Zaffari.

Ou seja, o investimento e cuidado da Fazenda para a atividade principal (a noz) gerou um produto oculto (as trufas) que se tornaram uma linha de receita extraordinária no balanço.

E o melhor: com custo marginal próximo de zero, já que a trufa cresce “sozinha” se o ambiente for propício.

Segundo Gabriela Zaffari, o não há colheita massiva das trufas. A busca acontece sob demanda, em “caçadas” pelo produto na fazenda.

Com informações da CNN Brasil 

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