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Policiais militares são presos por roubo de R$ 15 mi em diamantes no PR

O crime ocorreu em novembro de 2024. Até o momento, a origem das pedras preciosas é desconhecida

Dois policiais militares foram presos suspeitos de envolvimento no crime, que ocorreu em novembro de 2024, em Londrina
Dois policiais militares foram presos suspeitos de envolvimento no crime, que ocorreu em novembro de 2024, em Londrina -

Publicado por Lucas Veloso

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou uma operação contra integrantes de uma organização criminosa responsável pelo roubo de um lote de diamantes avaliado em R$ 15 milhões Na manhã desta terça-feira (13). Dois policiais militares foram presos suspeitos de envolvimento no crime, que ocorreu em novembro de 2024, em Londrina.

Em nota enviada à coluna, a Polícia Militar do Estado do Paraná (PMPR) afirmou que a Corregedoria-Geral prestou apoio à Polícia Civil do Paraná na deflagração da ação policial, batizada de Focinheira.

A operação foi deflagrada com o objetivo de cumprir cinco mandados de prisão preventiva, 15 mandados de busca e apreensão, bem como o sequestro de bens e valores.

As vítimas do roubo também foram alvo da operação após a PCPR identificar inconsistências nos depoimentos, uma vez que elas não revelaram que os bens roubados tratavam-se de pedras preciosas. Até o momento, a origem dos diamantes não foi esclarecida.

Os investigadores cumpriram mandados de busca e apreensão e sequestro de bens e valores no Paraná — em Londrina e Ibiporã — e em São Paulo — em Bauru e na capital. Nos endereços, os investigadores apreenderam armas, munições e celulares.

O CRIME

O roubo das pedras preciosas ocorreu em 18 de novembro de 2024, em Londrina. As investigações revelaram que quatro homens se identificaram como policiais e abordaram um carro ocupado por três vítimas, de Bauru (SP).

Eles anunciaram o assalto, exigindo que o trio entregasse uma mochila. Durante o crime, um suspeito deixou um celular cair na cena do crime.

A Polícia Civil apreendeu e periciou o equipamento, que pertencia a um dos policiais, encontrando mensagens que revelaram detalhes do planejamento e da execução do roubo, o que permitiu a identificação dos suspeitos.

Ao verificar o material contido em um grupo criado em um aplicativo de mensagens, batizado de “Pit Bull Missão”, a polícia descobriu que um lote de diamantes avaliado em R$ 15 milhões foi roubado no dia do crime.

A Corregedoria-Geral da PM informou que os fatos serão apurados no âmbito administrativo, “em estrita observância à legislação vigente, assegurados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.”

“A PMPR reforça que não compactua com quaisquer condutas que afrontem os valores, princípios e normas que regem a Corporação, reiterando seu compromisso com a legalidade, a transparência e a responsabilidade na condução de seus procedimentos”, afirmou em nota.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar a origem dos diamantes, possíveis crimes de lavagem de dinheiro e a participação de outros envolvidos no esquema criminoso.

LEIA UM RESUMO DA NOTÍCIA:

Operação e prisões: A Polícia Civil do Paraná deflagrou a operação Focinheira contra uma organização criminosa responsável pelo roubo de diamantes avaliados em R$ 15 milhões, ocorrido em novembro de 2024, em Londrina. Dois policiais militares foram presos suspeitos de envolvimento no crime.

Mandados e apreensões: A ação cumpriu mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e sequestro de bens no Paraná e em São Paulo. Durante as diligências, foram apreendidas armas, munições e celulares. As próprias vítimas também passaram a ser investigadas após inconsistências nos depoimentos sobre a natureza da carga roubada.

Investigação e desdobramentos: As apurações revelaram que os suspeitos se passaram por policiais para cometer o roubo. Um celular esquecido na cena do crime foi decisivo para identificar os envolvidos. A Polícia Militar do Paraná informou que a Corregedoria irá apurar o caso administrativamente, enquanto a Polícia Civil segue investigando a origem dos diamantes e possíveis crimes como lavagem de dinheiro.

Com informações de: Metrópoles.

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