Visitas virtuais são ampliadas no sistema prisional do Paraná

Cotidiano

05 de junho de 2020 19:00

Agência Estadual de Notícias


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No Interior, as visitas virtuais já ocorrem em duas penitenciárias e devem ser implantadas gradativamente nas demais unidades Foto: Divulgação
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No Interior, as visitas virtuais já ocorrem em duas penitenciárias e devem ser implantadas gradativamente nas demais unidades

O sistema de visitas virtuais aos presos está em processo de ampliação no Paraná, uma forma de facilitar o contato com familiares, que muitas vezes têm dificuldades de chegar às unidades prisionais. As chamadas de vídeo também garantem a troca de informações com pessoas neste período em que as visitas estão restritas por causa da pandemia.

A partir deste fim de semana (06 e 07), as dez penitenciárias da Região Metropolitana de Curitiba contarão com esse recurso. Cada unidade recebeu dois conjuntos compostos por computadores e webcams. Três delas já utilizam desde 2018.

No Interior, as visitas virtuais já ocorrem na penitenciária de Guarapuava e na Cadeia Pública de Toledo e devem ser implantadas gradativamente nas demais unidades, conforme estudos, ajustes e questões de segurança que serão definidos.

As chamadas são sempre acompanhadas por um servidor do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) e têm duração média de 20 a 30. Diariamente. De segunda à sexta-feira, ocorrem entre cinco e 20 visitas virtuais.“As visitas virtuais são uma ferramenta que implantamos em 2018 e que visa justamente contemplar os presos que não recebem visita, seja por conta da distância dos familiares ou por qualquer outro motivo que impeça essa visitação”, afirmou o diretor do Depen, Francisco Alberto Caricati.

Nas últimas semanas, o sistema tem sido ampliado a outras unidades prisionais com o intuito de reduzir os efeitos negativos da restrição de visitas. Há cerca de dois anos, já com a intenção de aumentar o contato entre presas e familiares, o sistema foi disponibilizado na Penitenciária Feminina de Piraquara (PFP), de forma pioneira.

Na época da instalação, cerca de 70% das mulheres lá custodiadas não recebiam visitas de familiares. “Há muitos casos de famílias que não conseguem vir até a unidade por conta da distância ou até por não ter como levar os filhos das presas. Então, antes mesmo da pandemia já usávamos com frequência este recurso”, disse a diretora da PFP, Alessandra Antunes do Prado.

Na unidade, de segunda à sexta-feira, ocorrem cerca de 15 a 20 visitas virtuais, com duração média de 30 minutos. “Ampliamos os critérios definidos para quem tem direito a este benefício. Agora, não têm direito apenas quem, na sua vez, estiver cumprindo sanção disciplinar”, esclareceu Alessandra.

Na Região Metropolitana de Curitiba, o recurso também está em funcionamento na Penitenciária Central do Estado - Unidade de Progressão (PCE-UP) e na Penitenciária Estadual de Piraquara II (PEP II). Por conta do efeito positivo, agora está sendo estendido, aos poucos, a todas as regionais do Departamento Penitenciário.

Na Penitenciária Estadual de Guarapuava ocorrem cerca de seis visitas diárias, segundo o coordenador regional do Depen em Francisco Beltrão, Antonio Marcos Camargo de Andrade. No Sudoeste, as cadeias de Pato Branco e Palmas e a Penitenciária de Francisco Beltrão serão as próximas a contar com as visitas virtuais.

“No ambiente prisional, se não mantivermos toda cautela, podemos ser surpreendidos com a Covid-19. Ou seja, esta tecnologia é muito importante, porque, infelizmente, ainda é cedo para liberarmos as visitas sociais e, desta forma, os detentos e seus familiares podem manter algum tipo de contato”, afirmou Marcos de Andrade.

Em Toledo, a média é de cinco visitas por dia, de segunda à sexta-feira. “A assistência social faz o contato com o familiar, orienta quanto aos procedimentos, e a unidade faz a chamada no momento marcado com a família”, explicou o coordenador regional do Depen em Cascavel, Thiago Correia.

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