Protesto em Curitiba termina com vandalismo

Cotidiano

02 de junho de 2020 07:47

Da Redação


Relacionadas

Portaria fixa desconto de até 70% para pagamento de dívidas

Governo publica MP que libera R$ 3 bilhões para cultura

Governo investe R$ 10 milhões à obra do Hospital da Criança

Inflação oficial sobe para 0,26% em junho
Palestra ao vivo esclarece dúvidas sobre INSS
Suspendido os pagamentos ao Fies na pandemia
Cartórios do PR iniciam serviços de regularização de CPF
PUBLICIDADE

Manifestação contra o racismo na capital paranaense teve grupo de vândalos que destruiu bancos, shopping e a sede do Fórum

Um protesto anti-racista organizado pelo Facebook acabou em vandalismo e com a intervenção da Polícia Militar (PM) e da Guarda Municipal (GM) na noite desta segunda-feira (1), no Centro de Curitiba. As equipes policiais teriam utilizado bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha para conter os manifestantes. Um cenário de depredação foi deixado no local após a confusão.

A manifestação teve início às 18h, na Praça Santos Andrade, em frente à Universidade Federal do Paraná (UFPR), de forma pacífica. Após o ato, parte dos manifestantes seguiram em passeata até o Centro Cívico, onde agências bancárias foram depredadas e o confronto com as equipes policiais aconteceu. O Shopping Mueller e a sede do Fórum de Curitiba também teriam sido alvos de vandalismo.

Em nota, a Prefeitura de Curitiba informou que houve registro de danos em algumas estações-tubo na região do Centro Cívico e pontos de mobiliário urbano na Praça Tiradentes, Nestor de Castro.

Antirracista

Com o slogan “Vidas negras importam!”, a manifestação foi organizada pelo Facebook e a descrição da página do evento no Facebook explica que o protesto é “contra o genocídio da população negra”.

“Não somos todos iguais! Somos mortos todos os dias pela cor da nossa pele, por nossos traços, por sermos periféricos e favelados! Queremos equidade, queremos ser vistos ocupando todos os espaços que também são nossos e nos é tirado. Queremos estar VIVOS!”, escreveram os organizadores na página do evento.

Organizadores

Em nota, a organização do ato contra o racismo afirma que a manifestação foi feita de maneira ordeira e que o vandalismo foi de autoria de infiltrados que desejam a criminalização do movimento. Leia a nota na íntegra:

“A organização do ato CONTRA O RACISMO EM CURITIBA vem a público manifestar que, diferentemente do vinculado nas redes sociais e na imprensa, os manifestantes, além de utilizar proteção para evitar a propoagação da epidemia de COVID-19, comportaram-se de maneira ordeira, em defesa da democracia e contra o racismo!
O ato foi um sucesso. Reuniu muitas pessoas, teve uma atmosfera esperançosa por dias melhores.
Nossa luta é por igualdade, contra o racismo, a violência contra jovens negros nas periferias, a proliferação de grupos que propagam o ódio e o genocidio de brasileiros promovido pela falta de uma política clara de saúde durante esta pandemia.
Infelizmente, no final do ato, em uma dispersão de alguns poucos, houve vandalismo contra o patrimônio público. O que, ao nosso ver, é muito estranho e suspeito e representa a presença organizada de infiltrados que desejam a criminalização do movimento.
O uso de força excessiva por parte da polícia demonstra também a incapacidade de diálogo e a opção pela agressão.
Conclamamos a união de curitibanos de forma individual ou através dos movimentos sociais para a defesa da democracia contra o racismo.
Assinam esta nota
Movimento Feminista de Mulheres Negras, Bando Cultural Favelados da Rocinha FAVELA, União da Comunidade dos Estudantes e Profissionais Haitianos ( UCEPH), J23 – Juventude do Cidadania, Rede nenhuma Vida a Menos, Apoio do Grupo Dignidade e da Aliança Nacional LGBTI+ e Coletivo Enedina da UTFPR”

Informações Banda B.

PUBLICIDADE

Recomendados