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Setores reduzem ritmo de perdas durante a pandemia

Cotidiano

22 de maio de 2020 20:15

Fernando Rogala


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Setor de Pet Shops e Serviços Veterinários teve uma retração de 35%, percentual inferior aos 60% de queda, em média, no país Foto: Divulgação
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Pet shops, autopeças e segmentos ligados ao agronegócio apresentam desempenho diferenciado


As medidas de isolamento social, necessárias para frear a disseminação da pandemia do coronavírus, e o receio de contágio, por parte do consumidor, vêm impactando fortemente os pequenos negócios brasileiros. Uma série de pesquisas realizadas pelo Sebrae que avaliou a perda média de faturamento semanal dos microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas, mostra, entretanto, que alguns segmentos se diferenciam por conseguirem reduzir o volume das perdas, quando comparadas ao universo das empresas. Enquanto, no geral, a perda média semanal (aferida entre os dias 30 de abril e 5 de maio) foi de 60%, setores como Pet Shops e Serviços Veterinários (-35%), Agronegócio (-43%) e Oficinas e Peças Automotivas (-48%) conseguiram frear o ritmo de perdas ao longo das semanas de isolamento.

Por trás desse desempenho, estão alguns fatores, como a flexibilidade para a operação concedida a esses segmentos na maior parte dos estados, as características próprias desses segmentos, que não costumam provocar grandes aglomerações de clientes e as adaptações feitas pelos empresários para tentar aumentar as receitas. 

A comerciante Débora Rofato revende orgânicos há 3 anos e meio. No começo, era tudo pela internet, depois montou uma loja em Piracicaba, onde comercializa frutas, verduras, legumes, carnes e produtos processados. “A gente viu que teve um aumento muito grande do delivery, das pessoas querendo receber em casa”, conta Débora. Ela, então, diminuiu o horário de funcionamento da loja física e aumentou em 50% o número de vendas online. Semanalmente são entregues pelo menos 45 cestas.

Segundo a última pesquisa do Sebrae, que ouviu 10.384 pessoas, até os setores mais prejudicados pela crise mostraram uma leve recuperação em relação às edições anteriores, ocorridas entre 19 e 23 de março e entre 4 e 7 de abril. O Turismo, por exemplo, chegou a apresentar uma queda de quase 90% em março, um mês após o registro do primeiro caso da doença no Brasil, já em maio verificou uma queda de 75%. De acordo com o analista do Sebrae, Rafael Moreira, esse movimento ocorre principalmente porque os pequenos negócios começaram a se reinventar e buscar novas formas de gerar receitas.


Segmentos mais afetados registram baixa de até 87%

Outros setores bastante afetados pela crise são a Economia Criativa (eventos, produções etc.), que chegou a registrar uma diminuição de 86% (março) do seu faturamento semanal e, em maio, conseguiu reduzir um pouco essa perda (77%). E as academias, que tiveram um impacto maior em abril, com uma queda de 87% e em maio passaram por uma leve recuperação, chegando a registrar 72% de perda. “São setores que têm como característica em comum as aglomerações. Então, o nível de risco é alto e, no geral, as pessoas ainda não têm confiança para voltar a ir a shows e a frequentar academias”, comenta. “Então, esses são os setores que mais precisam se reinventar”, complementa Rafael.


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