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OMS rebate Bolsonaro e defende medidas de isolamento

Cotidiano

31 de março de 2020 17:46

Da Redação


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Presidente da República teria distorcido declaração de diretor da OMS para sustentar que informais devem voltar ao trabalho Foto: Divulgação
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Presidente da República teria distorcido declaração de diretor da OMS para sustentar que informais devem voltar ao trabalho

A Organização Mundial da Saúde (OMS) rebateu a declaração do presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (31), em que defendeu que os trabalhadores informais voltem às suas atividades.

Pela manhã, Bolsonaro utilizou uma fala do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, dada na segunda-feira (30). Ghebreyesus havia feito um apelo para que os países saibam lidar, durante a crise do novo coronavírus, com as pessoas mais pobres, que têm que trabalhar para ganhar o “pão de cada dia”.

No entanto, Bolsonaro afirmou que “o que ele disse, praticamente, em especial, com os informais, têm que trabalhar”. Nas redes sociais, a entidade desmentiu a versão do presidente brasileiro, sem citá-lo nominalmente.

“As pessoas sem renda regular ou qualquer colchão financeiro merecem políticas sociais que garantam a dignidade e lhes permitam cumprir as medidas de saúde pública recomendadas pelas autoridades nacionais de saúde e pela OMS”, escreveu Ghebreyesus.

Em uma segunda publicação, o diretor da OMS, que é africano, diz que cresceu pobre e entende a realidade dos trabalhadores sem renda formal.

“Exorto os países a desenvolver políticas que forneçam proteção econômica para pessoas que não podem ganhar ou trabalhar em meio à pandemia de covid-19. Solidariedade!”, postou.

O Congresso Nacional aprovou uma renda mínima de 600 reais para trabalhadores informais no contexto do coronavírus, incluindo autônomos, e em contrato intermitente (CLT, que ganham por hora ou dia trabalhado).

A medida terá validade de 3 meses, inicialmente, mas pode ser aumentada. A equipe econômica do governo federal tinha sinalizado, inicialmente, apoio de 200 reais. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que votariam o valor de 500 reais, afirmando que o valor inicial proposto seria insuficiente.

Ao longo da sessão na Câmara, Bolsonaro disse ao Congresso que aceitava subir o benefício para 600 reais, e o projeto foi aprovado nas duas casas legislativas. Porém, os trabalhadores informais ainda aguardam o Ministério da Economia anunciar de que forma vai fazer o pagamento, já que nenhuma plataforma ainda foi anunciada.

Com informações da Carta Capital.

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