Produção da indústria de alimentos cresce 8,8% no PR

Cotidiano

19 de fevereiro de 2020 14:40

Da Redação


Relacionadas

Governo do PR revoga licença dos professores durante a pandemia

Antes da Covid-19, comércio cresceu no início de 2020

Lojas MM promove primeiro 'feirão digital'

Ronaldinho é transferido para prisão domiciliar no Paraguai
Brasil registra 667 mortes pela Covid-19 e 13,7 mil casos
Ações de extensão universitária reforçam apoio à população
Bolsonaro e Haddad trocam provocações no Twitter
O índice foi o maior do Brasil entre os locais pesquisados Foto: Divulgação/AEN
PUBLICIDADE

O índice foi o maior do Brasil entre os locais pesquisados

A produção da indústria de alimentos do Paraná cresceu 8,8% no ano passado em comparação com 2018, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho é o maior da série histórica, iniciada em 2002, e o melhor do País. A taxa nacional do setor foi de 1,6%.

O índice setorial ajudou o Paraná a alcançar um crescimento de 5,7% na produção industrial geral, somadas todas as atividades, que também foi o melhor resultado do Brasil em 2019. “Toda a nossa indústria mostra vitalidade e para a economia paranaense é importante o bom desempenho do setor de alimentos. É uma cadeia produtiva que movimenta muita gente”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Ele ressalta que o Paraná é vocacionado para a produção de alimentos e que a gestão estadual trabalha para que a produção agrícola primária seja cada vez mais transformada em produtos de consumo. “Temos como meta de gestão estimular a industrialização, para agregar valor aos produtos do campo e gerar mais emprego e renda, principalmente no Interior”, afirma Ratinho Junior.

O desempenho do Paraná, aponta o governador, respalda as iniciativas do Governo do Estado de estimular o setor privado com programas de financiamento, desburocratização e agilidade na abertura de novos negócios, com iniciativas como o Descomplica e o Descomplica Rural, concessão de incentivos fiscais, aplicação de uma política sanitária rigorosa e capacitação técnica da produção.

Para o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, os índices são frutos do trabalho de potencializar a abertura de mercados para o Paraná, especialmente na Ásia. “A tendência é de que o Estado cresça ainda mais, e dentro de três ou quatro anos lidere produção de carne suína no Brasil, por exemplo. Vamos continuar garantindo a qualidade do produto e aproveitando a chance de melhorar cada vez mais a nossa economia”, destaca.


RECUPERAÇÃO 

O resultado positivo da indústria paranaense de alimentos no ano passado recuperou dois indicadores negativos, em 2018 (-11,8%) e 2017 (-1,3%). Segundo o IBGE, fevereiro, março, maio e outubro foram os meses com maior produção em 2019, com aumentos que variaram entre 14,1% e 23,1% na comparação com os mesmo períodos do ano anterior.

O setor industrial de alimentos na pesquisa do IBGE engloba abate e fabricação de carnes, pescados, biscoitos, achocolatados, balas, condimentos, massas, pães, sucos concentrados, óleos, laticínios, alimentos à base de milho, trigo, arroz, café, açúcar, e outros. Em 2019, o Paraná se destacou também na produção de veículos, máquinas e produtos de metal.


ALIMENTOS

Outros indicadores da cadeia de alimentos ajudam a explicar o boom do setor industrial no ano passado. A pesquisa trimestral de abate de animais, também do IBGE, aponta números positivos para o Estado em 2019 tanto na cadeia de suínos como na de frangos.

Entre janeiro e setembro de 2019, foram abatidos 6,9 milhões suínos, o que representou 632,6 mil toneladas de carne. No mesmo período houve abate de 1,4 bilhão de frangos. São 60 milhões a mais do que os três primeiros trimestres de 2018. O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) calcula que o Paraná encerrou 2019 com recorde de abate, chegando a marca de 1,87 bilhão de cabeças.

A pesquisa trimestral do leite (IBGE) aponta dados positivos na produção industrializada do setor. Foram 2,4 milhões de litros produzidos nos nove primeiros meses de 2019, crescimento de 7,5% em relação ao mesmo período de 2018.

Em 2019, segundo o Ministério da Economia, o Estado consolidou a 3ª posição no ranking nacional das exportações agropecuárias, correspondendo a 13,02% do volume brasileiro, atrás apenas do Mato Grosso (17,22%) e São Paulo (15,63%). O agronegócio foi responsável por cerca de 77,6% das exportações do Paraná em 2019.


FUTURO 

Para aumentar esse ritmo, as 216 cooperativas paranaenses vinculadas ao Sistema Ocepar anunciaram investimentos de R$ 3,8 bilhões em 2020 – R$ 3,4 bilhões apenas no Paraná. O planejamento se concentra em infraestrutura (armazenagem, logística e produção de energia) - cerca de R$ 1,1 bilhão, e na industrialização da produção agrícola e da pecuária (suinocultura, avicultura e a indústria láctea projetam, juntas, investimentos de R$ 1,08 bilhão).

O Paraná também espera atingir novo patamar sanitário no mercado internacional nos próximos meses com duas conquistas de 2019. Instruções normativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reconheceram o Paraná como área livre da peste suína clássica (PSC) e encerraram a vacinação contra a febre aftosa dos bovinos e bubalinos, etapa para conquista do selo de Estado Livre da Aftosa Sem Vacinação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

O primeiro documento desloca o Estado de um grupo que era formado por 14 unidades federativas. Já a suspensão da vacinação contra a febre aftosa passou a valer no dia 31 de outubro, o que deu início à campanha de cadastramento obrigatório de um rebanho de 9,2 milhões de cabeças, com vigilância sanitária redobrada. A decisão de suspender a vacinação se deve à qualidade do serviço de sanidade do Estado, atestada por meio de duas auditorias do Ministério da Agricultura nem 2018.

PUBLICIDADE

Recomendados

IVC Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização