Lucro da Caixa cresce 103% e atinge R$ 21 bi

Cotidiano

19 de fevereiro de 2020 13:30

Fernando Rogala


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Foto: Arquivo aRede
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Somente no último trimestre de 2019 o lucro se aproximou de R$ 5 bilhões

A Caixa, o maior banco brasileiro em número de clientes, anuncia o seu resultado consolidado do quarto trimestre (4T19) e Balanço de 2019. A evolução na margem financeira (13,5%) e redução nas despesas de provisão para créditos liquidação duvidosa - PCLD (27,9%) foram os principais influenciadores para os 103,3% de crescimento do lucro líquido em 12 meses.

O resultado bruto da intermediação financeira atingiu R$ 10,7 bilhões no 4T19, com evolução de 34,0% em relação ao 4T18. A margem financeira totalizou R$ 12,3 bilhões, em virtude do crescimento de 17,8% no resultado com TVM e Derivativos, e redução das despesas de captação em 12,4%.

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias totalizaram R$ 6,8 bilhões no 4T19, com evolução de 2,0% em relação a igual trimestre em 2018. No ano de 2019, essas receitas foram de R$ 27,0 bilhões, estáveis frente ao apurado em 2018, com destaque para o aumento de 10,9% nas receitas de serviços com fundos de investimento, 2,6% nas receitas de convênios e cobrança bancária e 7,1% nas receitas com crédito.

As despesas administrativas totalizaram R$ 8,8 bilhões no 4T19, uma redução de 1,4% em relação ao 4T18. No ano, essas despesas foram de R$ 33,1 bilhões, apresentando evolução de 2,1% em relação a 2018, impactadas pelo aumento dos pagamentos referentes aos programas de desligamento voluntário.

O resultado operacional cresceu 120,6% em comparação com o 4T18, totalizando R$ 2,4 bilhões no 4T19. Em 2019 alcançou R$ 22,4 bilhões, uma evolução de 34,3% em relação ao apurado no 2018, proveniente do aumento de 30,7% no Resultado Bruto de Intermediação Financeira.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROE) registrou 17,5% no 4T19, apresentando uma evolução de 3,5 p.p. no trimestre, impactado pela estabilidade no saldo do patrimônio líquido médio e a evolução de 20,6% no resultado recorrente acumulado entre os períodos comparados.

O índice de cobertura das despesas administrativas evoluiu em 0,6 p.p. do 4T18 para 4T19 e atingiu 83,8%. O índice de cobertura das despesas de pessoal totalizou 130,8%, uma evolução de 0,5 p.p. em relação ao 3T19.

O Índice de Basileia atingiu 19,0%, sendo superior em 8,0 p.p. ao mínimo exigido de 11,0%. O índice de capital principal totalizou 12,3% enquanto o de nível I 12,5%, mantendo-se acima do mínimo regulatório de 8,0% para o de capital principal, e 9,5% para o índice de capital nível I.

 

Eficiência

No exercício de 2019, a CAIXA realizou o pagamento de R$ 11,4 bilhões de Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD) ao Tesouro Nacional. O custo dessa dívida é de aproximadamente 25%, muito superior à Selic, a taxa básica de juros da economia.

A devolução do IHCD significa uma economia direta para a CAIXA e parte da premissa de preservação da sustentabilidade dos balanços financeiros do Banco.

 

Carteira de crédito é ampliada

A carteira de crédito ampla da CAIXA fechou com saldo de R$ 693,7 bilhões em dezembro de 2019. Essa carteira reverteu o movimento de queda e apresentou crescimento de 1,5% em relação ao 3T19, influenciado principalmente pelos aumentos de 1,9% em habitação, de 2,4% em crédito consignado, de 2,4% em CDC, de 2,8% em saneamento e de 4,5% em rural. Contudo, em comparação ao 4T18 a carteira apresenta leve redução de 0,1%.

A Redução de 11,1% em contratação PJ, em relação a 2018, demonstra que a CAIXA se posiciona para o pequeno empreendedor, consolidando o varejo de pequeno porte.

A CAIXA, em resposta ao cenário de queda de taxa de juros Selic e de longo prazo na economia, e, buscando alinhar-se à nova realidade, promoveu a redução das taxas de juros de seus principais produtos.

Como exemplo disso, a CAIXA reduziu as taxas do cheque especial em 63,5% em 2019, com taxa mínima de 4,95% a.m.

 

Mercado Imobiliário

A CAIXA retomou a liderança na contratação com recursos SBPE, passando de 4º lugar para o 1º lugar em 2019. O saldo da carteira de crédito habitacional cresceu 4,6% em 12 meses e chegou a R$ 465,1 bilhões em dezembro de 2019, dos quais R$ 288,7 bilhões foram concedidos com recursos FGTS e R$ 176,4 bilhões com recursos CAIXA. A CAIXA detém a liderança desse mercado com 69,2% de participação.

No ano de 2019, foram contratados na CAIXA R$ 34,8 bilhões no Programa Minha Casa Minha Vida, o equivalente a 318,3 mil unidades habitacionais. Somente no quarto trimestre de 2019 foram contratados R$ 12,1 bilhões, o equivalente a 111,1 mil novas unidades habitacionais.

Para o crédito imobiliário (TR), a CAIXA promoveu a terceira redução de taxa de juros no ano, levando a taxa mínima praticada para 6,50% a.a. e a máxima para 8,50% a.a., queda de 25,7% em 2019 nos juros cobrados nos financiamentos atualizados pela taxa referencial (TR).

A CAIXA disponibilizou em agosto de 2019 uma nova linha de crédito imobiliário, com atualização do saldo devedor pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA. O produto tem se consolidado como importante vetor de ampliação da oferta de produtos de crédito imobiliário, contribuindo para a redução do déficit habitacional.

Em números, desde o seu lançamento até o encerramento do exercício de 2019, a nova modalidade viabilizou o acesso à moradia a 64 mil pessoas, alcançando um total de R$ 3,7 bilhões em operações, que perfazem mais de 15 mil contratos. Além disso, até 31 de dezembro de 2019, a CAIXA possuía mais de 6 mil propostas em andamento, totalizando R$ 1,1 bilhão.

No simulador habitacional disponível no portal da CAIXA, foram realizadas mais de 5 milhões de simulações.

Ao ampliar o acesso à moradia pela prática de preços mais competitivos, a CAIXA trabalha para oferecer à população as melhores condições de aquisição da casa própria, além de apoiar o setor produtivo da construção civil.


As informações são da assessoria de imprensa

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