PG cresce para 'dentro' e sem aeroporto não ganha protagonismo
Conselheiro, historiador lembra que Ponta Grossa se conectou pela primeira vez com o mundo através das ferrovias

O conselheiro da área de História do Grupo aRede, Niltonci Batista Chaves, entende que Ponta Grossa tem dificuldades em ganhar protagonismo estadual quando o assunto é tráfego aéreo - o debate é referente a uma reportagem especial do Portal aRede.
Para ele, ainda há o entendimento político que a cidade, por ser do interior, ainda é dependente de Curitiba neste assunto. O historiador cita que Ponta Grossa tem uma economia globalizada, mas a falta de um aeroporto faz com que seu crescimento seja para 'dentro', sem se projetar para além dela.
Por fim, o professor lembra que, historicamente, Ponta Grossa nasceu como uma cidade de passagem pelos tropeiros. A chave da mudança foi a implementação das ferrovias, que conectou o município com o mundo.
Assista abaixo à opinião de Niltonci, que é historiador, doutor em Educação, professor, presidente da Associação dos Museus da Região dos Campos Gerais e diretor do Museu Campos Gerais (MCG):
Conselho da Comunidade
Composto por lideranças representativas da sociedade, não ocupantes de cargo eletivo, totalizando 14 membros, a iniciativa tem o objetivo de debater, discutir e opinar sobre pautas e temas de relevância local e regional, que impactam na vida dos cidadãos, levantados semanalmente pelo Portal aRede e pelo Jornal da Manhã, com a divulgação em formato de vídeo e/ou artigo.
Conheça mais detalhes dos membros do 'Conselho da Comunidade' acessando outras notícias sobre o projeto.
Leia abaixo um resumo do artigo
- Barreira Mental e Dependência da Capital: Niltonci argumenta que ainda prevalece um "entendimento político" que submete Ponta Grossa à dependência de Curitiba. Para ele, essa mentalidade é o principal obstáculo para que a cidade assuma o protagonismo que sua relevância exige no cenário aeroviário estadual;
- O Gargalo do Crescimento "Para Dentro": o conselheiro ressalta um paradoxo: Ponta Grossa possui uma economia globalizada, mas a falta de conexões aéreas regulares força um desenvolvimento introspectivo. Sem o aeroporto funcional, a cidade cresce "para dentro" e encontra dificuldades para se projetar e competir externamente;
- Conexão como Motor de Mudança: historicamente, o professor compara o momento atual com a transição do tropeirismo para a era das ferrovias. Assim como os trilhos conectaram a antiga vila ao mundo no passado, Niltonci defende que o tráfego aéreo é a ferramenta moderna indispensável para a nova fase de integração global do município.
Confira mais opiniões sobre o assunto
- Aeroporto Sant'Ana não é suficiente para acompanhar o desenvolvimento de PG;
- Falta de voos no Aeroporto de PG é resultado de 'desleixo político';
- Falta de aeroporto faz Ponta Grossa perder competitividade no Paraná.




















