Usuários de drogas não estão vinculados necessariamente com a criminalidade | aRede
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Usuários de drogas não estão vinculados necessariamente com a criminalidade

Conselheiro, advogado e professor acredita que a cultura brasileira precisa mudar em relação a esse tema

Jorge Sebastião Filho é conselheiro na área da Segurança Pública
Jorge Sebastião Filho é conselheiro na área da Segurança Pública -

Rodolpho Bowens

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O conselheiro da área da Segurança Pública do Grupo aRede, Jorge Sebastião Filho, entende que a cultura do Brasil ainda vê a dependência química como um fator vinculado à criminalidade - o debate é referente a uma reportagem especial do Portal aRede.

Entretanto, o advogado acredita ser necessária uma mudança cultural em relação a esse tema, visto que as pessoas usuárias de drogas necessitam de apoio psicológico, clínico, jurídico e emocional.

Confira abaixo a opinião na íntegra de Jorge, advogado, professor, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Subseção de Ponta Grossa e corregedor-geral da OAB - Seccional do Paraná:

"Com relação à reinserção de dependentes químicos na sociedade, o problema é que o Brasil ainda vê a dependência química como um fator vinculado à criminalidade.

A posse de drogas para consumo próprio é considerada crime nos termos do art. 28-A da Lei nº 11.343/06, tendo como previsão de sanção a própria inclusão do infrator em programas de tratamento.

VÍDEO
Assista à opinião do conselheiro Jorge | Autor: Colaboração.

Existem em Ponta Grossa programas voltados para este atendimento e ofertados pelo Município, além de programas junto à Justiça Estadual, como é o exemplo do 'Projeto Esperança do Amanhã', criado pelo Complexo Social de Ponta Grossa, voltada ao atendimento restaurativo de egressos dependentes químicos.

Contudo, é preciso implementar novos programas buscando maior envolvimento da sociedade civil para que haja uma mudança cultural em relação a esses indivíduos que necessitam de apoio psicológico, clínico, jurídico, emocional, etc.

O município conta com diversas instituições de ensino superior que podem contribuir neste trabalho por meio de seus cursos nas mais diversas áreas. A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) oferece acompanhamento social e jurídico para dependentes químicos que passaram pelo sistema prisional ou possuem penas alternativas, por meio do 'Pró-Egresso'. Estas iniciativas devem ser multiplicadas de forma a atender a grande demanda existente no Município.

Trata-se de um problema de ordem social e que deve ser resolvido com o comprometimento de toda a sociedade, vencendo as barreiras do preconceito e do pré-julgamento".

CONSELHO DA COMUNIDADE

Composto por lideranças representativas da sociedade, não ocupantes de cargo eletivo, totalizando 14 membros, a iniciativa tem o objetivo de debater, discutir e opinar sobre pautas e temas de relevância local e regional, que impactam na vida dos cidadãos, levantados semanalmente pelo Portal aRede e pelo Jornal da Manhã, com a divulgação em formato de vídeo e/ou artigo.

Conheça mais detalhes dos membros do 'Conselho da Comunidade' acessando outras notícias sobre o projeto.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DO ARTIGO

- Superação do Estigma da Criminalidade: o advogado Jorge Sebastião Filho argumenta que o Brasil ainda associa erroneamente a dependência química apenas à esfera criminal. Ele defende uma mudança cultural para que o usuário seja visto como alguém que necessita de um suporte multidisciplinar, envolvendo as áreas clínica, psicológica, jurídica e emocional;

- Projetos de Apoio em Ponta Grossa: o artigo destaca iniciativas locais que já buscam esse acolhimento restaurativo, como o 'Projeto Esperança do Amanhã' e o 'Pró-Egresso' da UEPG. Esses programas focam no atendimento a ex-detentos e pessoas em cumprimento de penas alternativas, priorizando a reintegração social em vez da punição isolada;

- Comprometimento Coletivo e Acadêmico: para o conselheiro, a solução do problema passa pelo engajamento da sociedade civil e das universidades locais. Ele sugere que a expertise das instituições de ensino superior pode ajudar a multiplicar essas ações, ajudando a vencer as barreiras do preconceito e a atender à alta demanda do município.

CONFIRA MAIS OPINIÕES SOBRE O ASSUNTO

- Usuários de drogas precisam de ecossistema de cura em Ponta Grossa;

Grupos de apoio e vontade de mudança são essenciais para auxiliar usuários de drogas.

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