PG e Castro recebem cinco toneladas de alimentos doados pelo MST

Campos Gerais

07 de abril de 2020 14:33

Da Redação


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A iniciativa resulta da ação de solidariedade do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Paraná durante a pandemia do novo coronavírus

Três acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) doam 5 toneladas de alimentos em Castro e Ponta Grossa, nesta terça-feira (7/04). Os alimentos são resultados do cultivo totalmente orgânico nos acampamentos Maria Rosa do Contestado e Padre Roque Zimmermann, em Castro, e pré-assentamento Emiliano Zapata, em Ponta Grossa.

Em Castro, 3 toneladas de alimentos serão feitas ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Entre os alimentos, estão hortaliças, batata-doce, mandioca, milho-verde e feijão, cultivadas por 150 famílias dos dois acampamentos. Já em Ponta Grossa, 2 toneladas de produtos serão doadas ao Banco de Alimentos do Serviço de Obras Sociais (SOS), da Prefeitura de Ponta Grossa, entre arroz, feijão, mandioca, pepino e folhas, cultivados por 50 famílias residentes no Emiliano Zapata.

A iniciativa resulta da ação de solidariedade dos MST no Paraná durante a pandemia do novo coronavírus. Em Castro, cerca de 1,5 tonelada de alimentos já foram doados, na forma de entregas avulsas, a mais de 45 famílias carentes moradoras na área urbana, desde 9 de março, como umas das ações contra a crise gerada pela pandemia da Covid-19.

No próximo sábado (11), estão previstas doações de alimentos a cerca de 1.400 famílias da ocupação na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e também a comunidades da periferia de Londrina, no norte do estado. Todas as doações integram uma ação coordenada do MST em todo Estado do Paraná, que conta com mais 20 cooperativas do Movimento, conforme afirmou Joabe Oliveira, um dos coordenadores do Movimento e morador do Acampamento Padre Roque Zimmermann. “Estamos nos solidarizando com os irmãos moradores das cidades. Corríamos o risco do despejo e hoje estamos doando alimentos”, disse Oliveira.

“A pandemia do novo coronavírus acirrou a vulnerabilidade social das famílias desempregadas. Como a crise se agravou, a fome é bem latente”, disse Célio Rodrigues, um dos coordenadores do MST e morador no Pré-Assentamento Emiliano Zapata. Rodrigues destacou ainda: “A questão alimentar não é só no Brasil, mas no mundo. Cerca de 850 milhões de pessoas passam fome e 2 bilhões comem aquém da necessidade nutricional. Por isso que a reforma agrária tem o papel de cumprir com a tarefa da soberania alimentar”.

No Paraná, 10 mil famílias vivem em 70 acampamentos do MST e cerca de 25 deles enfrentam o risco do despejo. O estado tem 24 mil famílias assentadas, que moram em 369 assentamentos da reforma agrária.

Doação de álcool para hospital

A Cooperativa de Produção Agropecuária Vitória (Copavi), localizada no assentamento do MST Santa Maria, em Paranacity (PR), doou 60 litros de álcool 70% para o Hospital Municipal Doutor Santiago Sagrado Begga, na última quinta-feira (2). O álcool será usado pelos profissionais de Saúde do município, que já está em quarentena há cerca de 15 dias.

A Copavi atua na produção de alimentos agroecológicos, especialmente com derivados da cana-de-açúcar com marca própria, como açúcar mascavo, melado e cachaça. Inclusive, é para produção da cachaça Camponeses (popularmente conhecida como Camponesa) que a cooperativa utiliza uma destilaria, necessária para a produção do álcool 70.

 

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