Arrecadação Federal cresce 8,2% e soma R$ 4,73 bi

Campos Gerais

23 de janeiro de 2020 19:12

Fernando Rogala


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Produção industrial de Ponta Grossa e região em alta contribuiu para o crescimento Foto: Fernando Rogala
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Crescimento real observado nos Campos Gerais foi mais de duas vezes superior ao nacional, de 1,69%


O desempenho da atividade industrial e do comércio da região dos Campos Gerais cresceu acima da média nacional em 2019, impulsionado o crescimento na arrecadação dos tributos federais. Os números revelados pela Receita Federal nesta quinta-feira (23) mostraram que a soma dos tributos previdenciários e fazendários recolhidos junto aos 62 municípios abrangidos pela delegacia regional em Ponta Grossa atingiu R$ 4,73 bilhões. O montante é, em números nominais, 8,2% superior aos R$ 4,37 bilhões acumulados em 2018. Já descontada a inflação do período, o crescimento real foi na casa de 4,7%, ou seja, o equivalente mais que o dobro do registrado no país, cuja alta foi de 1,69%. 

“É um crescimento bastante expressivo. Ficamos bastante acima, em termos reais, se observado o nível nacional”, avalia o delegado da Receita Federal em Ponta Grossa, Demetrius Soares. A delegacia regional é uma das cinco existentes no Paraná, e apresentou o segundo melhor desempenho estadual, inferior apenas à de Cascavel. Porém, há uma explicação: “Até 2018 havia a delegacia de Foz do Iguaçu, mas ela foi transformada em alfândega. Então, Cascavel pegou para a sua jurisdição todas as empresas de Foz, aumentando o número de contribuintes”, diz, acreditando que se mantidas as bases de contribuintes de 2018, Ponta Grossa ficaria à frente de Cascavel. 

Segundo o delegado, o principal setor que impulsionou esse desenvolvimento foi o comércio. Além de ter uma grande expressividade dentro da delegacia regional, teve um crescimento expressivo. “Entre os setores que puxaram a arrecadação estão o comércio, varejista e atacadista, ao qual se atribui 25% da arrecadação total do ano, e que teve um crescimento de 26% em relação a 2018. Depois vem a fabricação de produtos de madeira, papel e celulose, com 10%; transporte, com 7%; e armazenamento e atividades auxiliares de transporte, com 5%”, acrescenta.

O Imposto de Renda Pessoa Jurídica e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido foram os únicos indicadores que apresentaram queda na comparação com 2018, fator que já despertou alerta nos auditores da receita, para fazer o acompanhamento detalhado a algumas empresas. Por outro lado, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foram os que mais cresceram, 20,3% e 16,4%, respectivamente. “Eu atribuiria esses aumentos à retomada, ainda que lenta, da atividade econômica da região. E chama a atenção o IPI, que teve um desempenho muito bom, que está relacionado à atividade industrial, à saída de produtos da indústrias, que teve um aumento expressivo”, conclui.


Valor atinge R$ 1,56 trilhão

No Brasil, a arrecadação de impostos federais em 2019 totalizou R$ 1,537 trilhão. Em comparação ao ano anterior, houve um crescimento real de 1,69% . Corrigido pela inflação, o valor chegou a R$ 1,568 trilhão, o maior volume desde 2014, de R$ 1,598 trilhão. Segundo o órgão, o resultado de 2019 pode ser explicado pelo desempenho da atividade econômica e “por fatores não recorrentes”, ou seja, que não se repetem. Os setores que mais contribuíram para a alta foram as entidades financeiras, a extração de minerais metálicos, a eletricidade, o comércio atacadista e as atividades auxiliares do setor financeiro.

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