Cooperativas trazem segurança a produtores durante pandemia

Agronegócio

02 de julho de 2020 17:56

Fernando Rogala


Relacionadas

VBP do Paraná cresce 9% e atinge recorde de R$ 97 bi

Capal anuncia vencedores no Prêmio Leite de Qualidade

Soja gera R$ 3,28 bi em riquezas na região em 2020

Região irá colher 3,7 milhões de toneladas de grãos
Irineo da Costa Rodrigues irá presidir o Sindiavipar
Cooperativas do Paraná projetam faturar R$ 200 bi
VBP da região cresce 6,6% e atinge R$ 11,73 bi
Modelo é visto como essencial para uma sociedade mais justa e sustentável e tem importância reforçada durante as crises Foto: Divulgação
PUBLICIDADE

Celebrado no dia 4 de julho, Dia do Cooperativismo celebra modelo no Brasil e no mundo

Desde 1982, o suinocultor Wilant van den Boogaard faz parte de um modelo de trabalho que está espalhado nos mais variados setores da economia: o cooperativismo. E, na visão do produtor, é nos momentos de crise que o sistema reforça a sua importância. Não foi diferente com a pandemia da Covid-19. “A crise afetou a economia e isso refletiu na cooperativa, mas a nossa produção continua, mesmo com a situação comercial do país. Nós não temos uma perspectiva de redução, e isso é uma vantagem do modelo, que nos dá essa garantia independente do que acontece no mercado”, ressalta. 

Com uma média de entrega de 12 mil suínos por ano, Wilant fornece toda a produção para a Alegra, indústria de alimentos de origem suína nos Campos Gerais do Paraná, formada formada pela união das cooperativas de origem holandesa, Castrolanda, Frísia (da qual Wilant faz parte) e Capal. Para ele, o formato traz segurança e garantias para o produtor. “Eu defendo o modelo sempre, pois nele temos uma divisão de valores e tentamos sempre equalizar, para que todos tenham o mesmo rendimento. E isso é uma garantia também, já que todo cooperado tem a possibilidade de entregar o produto e, da mesma forma, tem a segurança para comprar os seus insumos”, explica. 

As três cooperativas paranaenses fazem parte da Unium, instituição que segue o modelo de intercooperação no estado do Paraná. Nos investimentos, a cooperativa entra com 60% e o cooperado com 40% e a garantia de participação nos resultados. Iniciado em 2010, o formato já apresentou resultados significativos, como: 5 mil famílias cooperadas; 3,4 milhões de litros de leite processados por dia; 115 mil toneladas de grãos moídos por dia; 3,2 mil suínos abatidos por dia e 1,8 mil toneladas de produto acabado por mês.

Para a Organização das Nações Unidas, o cooperativismo é uma ferramenta essencial para construir uma sociedade mais justa e sustentável. Para a ONU, uma cooperativa tem o poder de  disseminar os valores desse modelo de negócio e o resultado disso é o fortalecimento dos direitos humanos em todos os níveis.

As informações são da assessoria de imprensa

PUBLICIDADE

Recomendados