Cadeias de proteína buscam equilíbrio entre produção e mercado
Resultados históricos no cooperativismo, avanço logístico e conectividade rural contrastam com desafios de preços, crédito e dependência das exportações

O agronegócio brasileiro inicia 2026 combinando desempenho produtivo expressivo com ajustes de mercado e transformações estruturais. A C.Vale Cooperativa Agroindustrial alcançou um recorde histórico ao receber 6,56 milhões de toneladas de grãos em 2025, consolidando sua posição entre as maiores cooperativas do país e reforçando a força do modelo cooperativista na originação de matéria-prima e no abastecimento das cadeias de proteína animal.
No campo da logística, o Porto de Paranaguá consolidou a liderança global na exportação de frango congelado em janeiro de 2026, evidenciando a competitividade da avicultura brasileira e a importância da infraestrutura portuária para sustentar o fluxo internacional de proteínas.
Apesar dos avanços, o mercado interno apresenta sinais de pressão. A suinocultura registra queda nos preços do suíno vivo, refletindo demanda doméstica mais retraída e necessidade de ajuste na oferta. O setor depende das exportações para equilibrar o mercado e sustentar margens, especialmente em um cenário de custos ainda sensíveis.
No ambiente regulatório internacional, o Reino Unido avança na possibilidade de liberar proteína animal processada em rações, embora a decisão dependa de alinhamento com a União Europeia. A medida pode influenciar fluxos comerciais e estratégias de nutrição animal nos próximos anos.
Ainda no comércio exterior, um parecer jurídico apontou baixo risco no sistema de cotas para exportação de carne à China, trazendo maior previsibilidade para frigoríficos e exportadores que dependem do mercado asiático como principal destino das proteínas brasileiras.
O cenário econômico também reflete movimentos de reorganização financeira. A recuperação extrajudicial no agronegócio atingiu recorde de pedidos em 2025, embora o número efetivo de processos tenha permanecido relativamente baixo, indicando que muitos produtores e empresas buscaram renegociação preventiva diante de juros elevados e margens comprimidas.
Paralelamente, investimentos estruturais seguem avançando. O Paraná iniciou o maior programa de conectividade rural de sua história, ampliando o acesso à internet no campo e fortalecendo a digitalização das propriedades, fator estratégico para produtividade, rastreabilidade e integração de dados nas cadeias de aves e suínos.
O conjunto dos acontecimentos revela um setor que mantém forte capacidade produtiva e competitividade externa, mas que ajusta estratégias diante da volatilidade de preços, das exigências regulatórias internacionais e da necessidade de modernização estrutural.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Recordes de Produção e Logística: A cooperativa C.Vale atingiu o recebimento histórico de 6,56 milhões de toneladas de grãos, enquanto o Porto de Paranaguá iniciou 2026 como líder global na exportação de frango congelado, reforçando a força do Paraná no mercado externo.
- Desafios no Mercado e Finanças: O setor de suínos enfrenta queda de preços devido à baixa demanda interna, aumentando a dependência das exportações. Simultaneamente, o setor registrou um recorde de pedidos de recuperação extrajudicial em 2025, sinalizando um movimento de renegociação preventiva de dívidas por parte dos produtores.
- Avanços Estruturais e Regulatórios: O Paraná lançou seu maior programa de conectividade rural para digitalizar o campo. No cenário externo, a maior previsibilidade nas cotas para a China e possíveis mudanças regulatórias no Reino Unido sobre nutrição animal trazem novas perspectivas para o comércio internacional de proteínas.
Com informações: Agrimídia.





















