Tombamentos garantem conservação e reestruturação de imóveis de Ponta Grossa
Atualmente, o município aparece com dois cenários distintos: entre edificações que passam por contantes reformas e permanecem como símbolos de conservação, e outros imóveis que acabam caindo no esquecimento

O tombamento de imóveis é um dos principais elementos para a preservação da cultura de um local. Em Ponta Grossa, atualmente, são 70 imóveis tombados. Os dados foram divulgados pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac) e pelo Conselho Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná (CEPHA).
O tombamento serve para auxiliar naconservação e reestruturação das edificações, para que elas não percam detalhes da sua estrutura original e não sejam demolidas.
A nível municipal, o Compac é o órgão responsável por discutir e decidir quais serão as edificações preservadas no município. Uma das etapas para o cuidado com os imóveis acontece através do processo de tombamento.
Entre os principais pontos em Ponta Grossa, estão a Estação Saudade, construída entre 1899 e 1900 e tombada como Patrimônio Cultural do Paraná em 1990, se tornando uma das primeiras no município a terem o título. Nesta semana, o Sesc começou a obra de instalação dos trilhos que receberão o trem. Desta forma, os populares que visitarem o espaço pelos próximos dias devem ver uma grande movimentação que transformará a estrutura em frente à plataforma da Estação Saudade. Com a instalação, serão 72 metros de trilhos para acomodar a locomotiva 250 e seu tender.

Conforme explica a prefeita Elizabeth Schmidt (União Brasil), a preservação desses imóveis garante a manutenção da cultura da cidade, assim como o registro da história de mais de 200 anos.
Neste sentido, o município aparece com dois cenários distintos, entre locais, como a Estação Saudade, que passam por constatantes reformas e permanecem como símbolos de conservação em Ponta Grossa, e outros pontos que, apesar de serem reconhecidos historicamente, acabam sendo deixados de lado, em questão de melhorias e utilização.

Entre os bons exemplos, também vale ressaltar a Casa do Divino, uma propriedade particular leiga de culto ao Divino Espírito Santo, existente na área central.
O local deixou de ser apenas um local de culto e passou a ser reconhecida oficialmente como um patrimônio cultural de Ponta Grossa, tendo sido tombada em 2004. De acordo com o parecer dos conselheiros do Compac, a Casa do Divino possui valor arquitetônico, histórico e referencial como lugar de memória, e como patrimônio cultural intangível.

Já na questão de exemplos considerados abandonados, podemos citar o Hospital 26 de Outubro que, apesar de ter recebido uma nova pintura recentemente, poucas ações de manutenção foram percebidas ao longo dos anos.
O prédio foi tombado pela Coordenadoria Estadual do Patrimônio Cultural, em 2004, refletindo sua valorização para a história da cidade e também para o turismo, e como uma contribuição para a construção da identidade cultural. Porém, atualmente está em desuso.

Nesse sentido, como abordado no início do material, Ponta Grossa avançou na conservação de alguns patrimônios históricos nos últimos anos, entretanto, para uma cidade com tamanha história, ainda há pontos a melhorar, buscando manter viva a história não apenas dos locais citados, mas também daqueles que participaram da construção do município.
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