Dividendos da Vale mexem com o mercado; o que esperar do Ibovespa nesta quinta
A empresa aprovou a distribuição de dividendos no valor total bruto de R$ 2,14 por ação
Publicado: 20/02/2025, 08:45

A Vale (VALE3) divulgou o seu balanço do quarto trimestre, na noite dessa quarta-feira (19). A empresa reportou prejuízo líquido de US$ 694 milhões no período — pior do que o esperado pelos analistas, que estimavam lucro de US$ 1,95 bilhão.
Ainda assim, a empresa aprovou a distribuição de dividendos no valor total bruto de R$ 2,14 por ação. A data de corte para os acionistas com papéis negociados na B3 é 7 de março de 2025, enquanto para os detentores de American Depositary Receipts (ADRs) na NYSE, a record date será 10 de março de 2025.
Com isso, a Vale promete mexer com o mercado. As American Depositary Receipts (ADRs) da mineradora avançam 1,23% no pré-market da Bolsa de Nova York.
Os investidores também deve repercutir os resultados do Banco do Brasil (BBAS3) e Gerdau (GGBR4). O banco terminou o 4T24 com lucro líquido ajustado de R$ 9,6 bilhões, alta de 1,5% ante o mesmo período do ano passado.
Já a siderúrgica reportou um lucro líquido ajustado de R$ 666 milhões, uma queda de 9% na comparação com o mesmo trimestre de 2023.
No último pregão, o Ibovespa (IBOV) fechou mais um dia em queda, em dia de mau-humor do mercado com a ata do Federal Reserve. Apesar disso, o índice foi contra o fluxo das bolsas dos Estados Unidos, que fecharam em alta.
O principal índice da bolsa brasileira fechou em queda de 0,95%, a 127.308,80 pontos.
Já o dólar à vista teve alta de 0,65%, a R$ 5,72, após ter registrado na véspera a menor cotação de encerramento no ano, de R$ 5,6887. Em 2025 a moeda norte-americana acumula queda de 7,33%.
O QUE ESPERAR DE WALL STREET? - Do lado internacional, o mercado acompanha a bateria de falas de dirigentes do Federal Reserve, marcadas para hoje. Participam de eventos Austan Goolsbee (Fed de Chicago), Alberto Musalem (Fed de St. Louis), além dos diretores Michael Barr e Adriana Kugler.
As falas acontecem logo após o banco central americano divulgar a ata da sua última reunião. No documento, o Fed destacou estar preocupado com o impacto das políticas tarifárias do presidente de Donald Trump na inflação.
Para a autoridade monetária, as possíveis mudanças na política comercial e de imigração, bem como a forte demanda do consumidor, têm potencial de dificultar o processo de desinflação.
Informações: Money Times