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Banco Central alerta para ano de custos elevados e crédito caro no agronegócio

Choque duplo causado pela guerra no Oriente Médio e juros em 14,75% pressionam a rentabilidade do produtor rural em 2026

Aumento no preço dos combustíveis e da energia elétrica impacta diretamente o frete e a operação de máquinas agrícolas em todo o Brasil
Aumento no preço dos combustíveis e da energia elétrica impacta diretamente o frete e a operação de máquinas agrícolas em todo o Brasil -

Publicado por Eduarda Gomes

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O Banco Central (BC) traçou um cenário desafiador para o agronegócio brasileiro em 2026. De acordo com o Relatório de Política Monetária (RPM), divulgado na quinta-feira (26), o produtor rural enfrenta um "choque duplo": a disparada nos custos de produção, impulsionada pela alta das commodities energéticas, somada a um ambiente de crédito restritivo com a taxa básica de juros mantida em 14,75% ao ano.

A autoridade monetária destaca que a manutenção dos juros em patamar contracionista encarece o financiamento de custeio e investimento no campo. Além disso, a incerteza gerada pela duração do conflito no Oriente Médio tem impactado diretamente a logística e o preço de insumos vitais.

O BC aponta que o comprometimento do fluxo de matérias-primas no Estreito de Ormuz eleva as expectativas de inflação e pressiona o setor, que encontra dificuldades para repassar integralmente esses aumentos aos preços finais dos produtos agrícolas.  De acordo com as análises publicade pela CNN Brasil, a inflação acumulada deve encerrar o ano de 2026 em 3,9%, puxada majoritariamente pela alta do petróleo.

O relatório também demonstra preocupação com a disponibilidade de fertilizantes e o aumento da demanda por biocombustíveis em meio à crise energética. No mercado de commodities, o BC identificou um descompasso entre custos e preços, embora haja uma tendência de estabilidade em alguns itens. Enquanto o boi gordo e o óleo de soja apresentaram altas, as cotações menores de café e cacau ajudaram a equilibrar o Índice de Commodities Brasil (IC-Br), que ainda acumula queda de 9% desde o pico registrado em janeiro de 2025.

Diante da deterioração do cenário global, o Banco Central reafirmou que conduzirá a política monetária com "serenidade e cautela". O órgão ressaltou que os passos futuros para a calibração da taxa de juros dependerão da clareza sobre a extensão dos conflitos internacionais e da efetividade das respostas de mitigação às quebras nas cadeias de suprimento.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Crédito Restritivo: A taxa de juros em 14,75% dificulta novos investimentos e encarece o custeio da safra atual.

- Custo de Energia: O conflito no Oriente Médio pressiona o preço do petróleo, elevando os custos de logística e de insumos como fertilizantes.

- Projeção de Inflação: O BC estima que a inflação termine 2026 em 3,9%, refletindo a dificuldade de equilíbrio entre oferta e demanda global.

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