Mercado do feijão registra queda nos preços com demanda enfraquecida
Indústrias priorizam queima de estoques e avanço da colheita no Sul do país pressiona as cotações do grão

O mercado de feijão iniciou a segunda quinzena de março enfrentando uma redução na liquidez e pressão negativa sobre os preços. De acordo com o Indicador Cepea/CNA, as indústrias empacotadoras estão operando abastecidas e priorizando a venda de seus próprios estoques, o que limita novas compras e trava as negociações nas principais regiões produtoras. As informações foram divulgadas pelo portal Agrolink.
No segmento do feijão carioca de alta qualidade (nota 9 ou superior), o avanço da colheita no Sul do Brasil foi o principal fator de baixa entre os dias 13 e 20 de março. As maiores retrações ocorreram no centro-sul do Paraná (-3,99%) e no leste de Santa Catarina (-2,78%). Em Goiás, a necessidade de caixa dos produtores também forçou recuos de quase 3% em negócios pontuais. Apesar da queda recente, a média parcial de março ainda se sustenta 8,8% acima dos valores registrados em fevereiro.
Para os grãos de qualidade intermediária, o escurecimento natural do feijão tem apressado as vendas, já que produtores tentam evitar desvalorizações maiores. Em Sorriso (MT), o preço recuou 4,61% devido à baixa demanda local. O cenário de retração também atingiu o feijão preto tipo 1, com queda de 3,19% no Sul do Paraná, impulsionada pela intenção de venda de estoques da safra anterior e pelo baixo interesse dos compradores em praças como Itapeva (SP).
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Demanda em queda: Indústrias estão abastecidas e focadas em liquidar estoques, o que reduz a procura por novos lotes e derruba os preços.
- Pressão da colheita: A entrada da nova safra no Paraná e Santa Catarina elevou a oferta de feijão carioca, gerando quedas de até 4% em algumas praças.
- Qualidade e Cor: O escurecimento do grão intermediário faz produtores buscarem vendas rápidas para evitar prejuízos, especialmente no Mato Grosso.




















