Escassez de oferta sustenta alta nos preços do boi gordo no Brasil | aRede
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Escassez de oferta sustenta alta nos preços do boi gordo no Brasil

Frigoríficos enfrentam dificuldades para compor escalas de abate, mantendo a arroba valorizada em praças estratégicas como São Paulo e Goiás

Baixa disponibilidade de animais terminados força a indústria a operar com escalas curtas e preços elevados
Baixa disponibilidade de animais terminados força a indústria a operar com escalas curtas e preços elevados -

Publicado por Eduarda Gomes

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O mercado físico do boi gordo mantém uma trajetória de firmeza neste mês de março, com negociações registradas acima das referências médias em diversas regiões produtoras. Segundo a análise de Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, a restrição na oferta de animais prontos para o abate é o fator preponderante para a sustentação dos preços. Esse cenário tem impedido que as indústrias avancem em suas escalas, que atualmente atendem apenas entre cinco e sete dias úteis na média nacional. As informações foram divulgadas pelo portal Agrofy News.

Em São Paulo, a arroba no regime a prazo atingiu R$ 355,00, uma alta de 2,90% em relação ao fechamento da semana anterior. Movimento semelhante foi observado em Goiânia (GO), onde o valor saltou para R$ 340,00, representando um avanço de 3,03%. Em contrapartida, praças como Dourados (MS) registraram recuo de 1,45%, enquanto Uberaba (MG) e Cuiabá (MT) mantiveram estabilidade.

Além da oferta restrita, o setor lida com um ambiente de volatilidade externa. Conflitos no Oriente Médio, a alta nos combustíveis e o avanço no preenchimento das cotas chinesas trazem instabilidade aos contratos futuros na B3. No mercado atacadista, os preços da carne seguem estáveis, com o quarto traseiro cotado a R$ 27,00/kg, enfrentando resistência para novas altas devido à concorrência com proteínas mais baratas, como o frango e o suíno.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Alta nas capitais: O preço da arroba subiu em São Paulo (R$ 355,00) e Goiás (R$ 340,00), impulsionado pela dificuldade dos frigoríficos em fechar escalas de abate.

- Exportações aquecidas: O Brasil exportou US$ 666,8 milhões em carne bovina nos primeiros 10 dias úteis de março, com um aumento de 17,6% no preço médio da tonelada frente a 2025.

- Pressão externa: Tensões geopolíticas e custos de logística mantêm o mercado futuro em alerta, enquanto o consumo interno mostra sinais de limitação no atacado.

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