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Alta no preço do trigo deve encarecer pães, massas e biscoitos a partir de abril

Cenário de escassez e custos elevados pressiona moinhos; reajuste da farinha é estimado entre 5% e 10% já no próximo mês

Aumento nos custos de importação e a quebra de safra global forçam o repasse de preços para o consumidor final
Aumento nos custos de importação e a quebra de safra global forçam o repasse de preços para o consumidor final -

Publicado por Eduarda Gomes

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O consumidor brasileiro deve preparar o bolso para uma nova onda de aumentos nos derivados do trigo. Segundo Luiz Pacheco, analista da T&F Consultoria, a elevação dos preços de pães, massas e biscoitos é inevitável diante do atual panorama produtivo e econômica. O mercado estrutural apresenta uma forte pressão altista, com reflexos que serão sentidos diretamente nas gôndolas e padarias.

Na Bolsa de Chicago, referência global para a commodity, os valores saltaram de um patamar entre US$ 5,10 e US$ 5,20 para US$ 6,20 o bushel no início de março. No mercado interno, a firmeza dos preços acompanha essa tendência: no Paraná, a tonelada é negociada entre R$ 1.350 e R$ 1.400, enquanto no Rio Grande do Sul os valores variam de R$ 1.200 a R$ 1.300. Já o trigo importado pode atingir até R$ 1.712 por tonelada, dependendo da origem.

Conforme as informações divulgadas pela CNN Brasil, o consenso entre os agentes do setor é de que a farinha, atualmente cotada entre R$ 1.970 e R$ 2.000 a tonelada, sofra um reajuste de até 10% já em abril.

Vários fatores sustentam esse movimento de alta. Além da entrada do período de entressafra no Brasil, com estoques limitados, o cenário global é preocupante. Cerca de 55% das lavouras de trigo de inverno nos Estados Unidos enfrentam condições de seca, e a projeção para a produção mundial em 2026/27 é de 822 milhões de toneladas, volume inferior ao recorde anterior de 845 milhões.

Somam-se a isso a alta nos custos de insumos e fretes (que subiram pelo menos 10%), os riscos geopolíticos em regiões como o Mar Negro e o Oriente Médio, e a valorização do dólar acima de R$ 5,30, que encarece as importações. Diante desse cenário, a indústria já reage: alguns setores anteciparam compras para fugir da alta, enquanto outros buscam misturas de farinhas mais baratas para tentar conter os custos de produção.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Aumento na gôndola: A farinha de trigo deve subir entre 5% e 10% em abril, impactando imediatamente o preço do pão francês, massas e biscoitos.

- Fatores de pressão: A alta é impulsionada pela seca nas lavouras dos EUA, estoques baixos no Brasil e o dólar operando acima de R$ 5,30.

- Logística e Geopolítica: O encarecimento dos fretes em 10% e os conflitos no Mar Negro e Oriente Médio limitam a oferta global e encarecem o produto importado.

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